quinta-feira, 9 de julho de 2015

Você sabia que a falta de higiene bucal pode levar a sérios problemas cardíacos?


Quem pensa que a falta de cuidados com os dentes evita somente as cáries e a perda de dentes está enganado. Uma boa escovação está diretamente ligada à manutenção da boa saúde. O Instituto Nacional de Cardiologia (INC) tem estudos que apontam que pessoas com periodontite (inflamação crônica na gengiva), além de ter risco de perder os dentes e de ter cáries, são mais vulneráveis ao infarto, derrame, embolia pulmonar e perda total da visão, entre outras complicações provocadas pela formação de coágulos na corrente sanguínea. No hospital, só passa por cirurgia cardíaca quem passar por uma minuciosa avaliação do dentista.
O chefe do setor de Odontologia do INC, Paulo Moreira da Silva Filho, alerta para outras complicações causadas por inflamações na gengiva. A presença de cáries, gengivites e sequelas do fumo aumentam as chances de o paciente ter endocardite, que é uma infecção na parte interna do coração.
“A periodontite pode, inclusive, interferir na ação de medicamentos, como é o caso do remédio para trombose que tem sua eficácia muito diminuída nessa situação”, explicou o dentista, que luta pela obrigatoriedade da equipe de dentistas em todos os hospitais. “É importante que em todas as UTIs, clínicas e hospitais públicos ou privados com pacientes internados existam profissionais de odontologia para os cuidados da saúde bucal do paciente”.
Ele defende, principalmente, a importância do tratamento odontológico em pacientes entubados, local propício para a proliferação de bactérias, que consequentemente podem agravar o estágio da doença. (Fonte FGM)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Tratamento de canal: O Sistema Rotatorio é uma Revolução




No que se refere à questão mecânica do preparo do canal, o Sistema Rotatório surgiu para modificar, de uma maneira significativa, o perfil do profissional. A automação do preparo do canal radicular é uma realidade. E nenhuma fase do tratamento endodôntico vivenciou significativa evolução como a instrumentação, graças ao desenvolvimento expressivo dos instrumentos rotatórios, o que justifica a necessidade de estudos a respeito do assunto.
Entre as fases do tratamento endodôntico – que se inicia com a assepsia e anti-sepsia e termina com a obturação e proservação do caso –, a do preparo biomecânico é uma das mais importantes. É nela que realizamos a odontometria, obtendo, assim, o comprimento ideal para a realização da limpeza e da modelagem do canal radicular, deixando-o pronto para receber uma fácil e hermética obturação.
Sendo, assim, os principais objetivos da instrumentação através dos sistemas rotatórios continuam semelhantes àqueles da instrumentação convencional; porém, as vantagens do uso dos instrumentos rotatórios representam aspectos positivos adicionais, melhorando os resultados do preparo final, quando os mesmos são utilizados de forma adequada.
Esse objetivos são: Manutenção do centro do canal (manter anatomia original do canal); Diminuição de debris além ápice; Promover limpeza e desinfecção do S. C. R.; Obter forma cônico-afunilada, mantendo a constricção apical; Permitir irrigação e obturação; Melhor limpeza e forma final do preparo.
Os sistemas rotatórios representam uma verdadeira revolução na endodontia, permitindo a realização do tratamento de canais radiculares demaneira mais eficaz, rápida, segura e, acima de tudo, com qualidade.

Sistema Rotatorio - Easy Logic. Dr. Fábio Linhares




Tratamento de canal com Reciproc VDW 





quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ronco e apneia do sono





O Ronco é o som ou qualquer barulho que ocorre na a respiração durante o sono . O ronco acontece devido a uma obstrução parcial das vias respiratórias superiores durante o sono, que pode ocorrer em razão natural do contato das paredes musculares da faringe, da garganta, principalmente na região da oro-faringe, região da garganta que fica atrás da boca . Quando a pessoa esta dormindo, ocorre um relaxamento natural dessa região da garganta, que é formada por tecidos moles, que passam a vibrar quando o ar entra pela via aérea e encontra essa via aérea mole e mais relaxada, que começa a vibrar por causa da forca de entrada do ar. Essa vibração dos tecidos musculares moles provoca um som, um barulho, que é o ronco.


Essa via aérea por onde o ar entra e passa para chegar aos pulmões é um tubo estreito, de músculos que são naturalmente tecidos moles. Nos indivíduos que roncam , esse tubo pode ja ser anatomicamente mais estreitado , ou ao dormirem , podem experimentar um relaxamento maior ainda da musculatura, aumentando a dificuldade para a passagem do ar, favorecendo essa vibração dos tecidos, produzindo o ronco. Portanto, no ronco, o ar até passa pela via aérea, mas passa com difilcudade.





Apneia

Com o passar do sono, pode ocorrer um aumento maior ainda do relaxamento da garganta, ate que a musculatura fecha, bloqueia totalmente o fluxo do ar. Nesse momento, o ar não passa mesmo pela via aérea pois o tubo estreito esta completamente fechado, bloqueado. Nesse caso, quando o ar nao passa, temos a apneia do sono. Apneia significa parada respiratória. Na apneia do sono, o individuo não respira, o ar não passa, por pelo menos 10 segundos.

Na síndrome da apneia do sono, a pessoa apresenta ronco, apneia ou parada respiratória, queda do oxigênio e aumento do CO2 no sangue e presença de despertares do sono para desbloqueio da garganta. As pessoas nem sempre tem consciência deste despertar do sono, que ocorre para a musculatura ganhar atividade. Com isso, a garganta se abre e o fluxo do ar voltar a passar sem encontrar resistências, as alterações e a respiração se normalizam e o sono segue com seu proposito de descansar o organismo. Porém, com isso, a musculatura volta a relaxar e processo volta a ocorrer, ronco e apnéia...

Esse ciclo de dormir e despertar do sono com alterações dos padrões respiratórios como a queda na saturação do oxigênio sanguíneo e o aumento do CO2 , provocam todas as consequências da síndrome da apneia do sono. E' importante ressaltar que esse despertar do sono , não 'e um despertar clássico, a pessoa não acorda do sono necessariamente , entrando em vigília , ou seja, nao se tem a consciência de que acordou , . Acontece apenas um breve, um pequeno despertar, apenas para que ocorra o restabelecimento da atividade elétrica neuromuscular. (Prof. Dr. Eduardo Rollo Duarte)

Consequências do ronco e apnéia do sono:


  • Hipertensão sistêmica
  • AVC
  • Arritmias , Infarto cardiaco
  • Sonolência excessiva
  • Memorização alterada
  • Irritabilidade
  • Depressão
  • Diminuição da libido – impotência
  • Fadiga , cansaço
  • Dor de cabeça
  • Acidentes de trabalho e automobilísticos.

Insidência

O ronco e a apnéia são os distúrbio do sono mais comum e atinge acima de 33% da população. A principio qualquer pessoa em qualquer idade pode roncar, mesmo crianças e adultos jovens, mas a frequência aumenta com a idade.
Os principais fatores de risco para apneia do sono são :
- Obesidade: é um fator de risco importante , porém pessoas      magras podem roncar tanto quanto um individuo com sobrepeso.
- Idade
- Gênero, a principio é mais comum nos homens, mas as mulheres   também passam a roncar com a idade.
- Anormalidades anatômicas das VAS
- História familiar – Genetica
- Uso ou abuso de Álcool ou Sedativos
- Fumo
- Condições associadas como hipotireoidismo.

Questões do sono: 

Se você responder afirmativamente a essas questões, você pode ter algum distúrbio do sono.
  • Dificuldade em adormecer?
  • Dificuldade em permanecer dormindo?
  • Sono não restaurador, qualidade ruim?
  • Sonolência excessiva diurna?
  • Cochila durante o dia?
  • Dorme menos que 5 h por noite?
  • Dorme mais que 9 h por noite?
  • Range os dentes no sono?
  • Aperta os dentes dormindo?
  • Travamento mandibular ou dificuldade de abrir a boca pela manhã?
  • Dentes sensíveis?
  • Dor nos maxilares, músculos ou articulações?


Sono do apneico




Tratamento do Ronco e Apnéia com aparelho dentário intra-oral


Recentemente o tratamento através de aparelhos orais, tem ganhado importância no tratamento desses problemas, pela facilidade de adaptação e eficácia dos aparelhos, que vem ganhando espaço como uma das principais formas de tratamento para estes problemas. Estes aparelhos são construídos de modo a posicionar a mandíbula mais para frente, possibilitando que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. Existem algumas limitações que precisam ser avaliadas, muitas vezes com o auxílio do médico de sono e da polissonografia, que é um exame onde a pessoa dorme na clínica uma noite, sendo monitorada em todos os aspectos do seu sono. (Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros )
















Acabe com a gengivite em 7 passos simples


Segundo um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde, até os 12 anos de idade, 37% da população brasileira é acometida por algum tipo de doença periodontal. Entre 15 e 19 anos, este número atinge a casa dos 49,1%, vai para 82% entre 35 e 44 anos e chega à marca de 98,2% entre 65 e 74 anos. 
Estes números fazem referência à doença periodontal como um todo, não somente à gengivite – inflamação na gengiva –, forma mais branda da doença. “Caso fizéssemos um exame mais acurado, em praticamente 100% da população brasileira encontraríamos algum ponto de sangramento no tecido gengival, principal sinal clínico para o diagnóstico da gengivite”, diz o cirurgião-dentista, Pedro Paulo Bak Mansi, especialista em periodontia.
A principal causa da gengivite é o acúmulo de placa bacteriana. Assim, uma boa higiene oral pode prevenir a doença. Mas não basta apenas escovar os dentes, as visitas ao dentista são indispensáveis. “Aconselharia que fossem feitas três visitas ao longo do ano, ou seja, uma visita a cada quatro meses”, recomenda.


Se entre os intervalos das consultas houver sangramento na gengiva, seja com o uso do fio dental ou ao escovar os dentes, é aconselhável agendar uma visita imediata para o profissional avaliar o caso. “O ideal é que, observada esta condição, o paciente continue mantendo um bom padrão de higiene bucal”, afirma Pedro Paulo Mansi.
Bem usados, a escova de dente e o fio dental são mais do que suficientes para uma boa higiene. Para quem tem dentes um pouco mais afastados uns dos outros, casos em que ocorrem grandes acúmulos de restos de alimentos, a escova interdental ajuda bastante na higiene. “A escova interdental é um método auxiliar complementar de higiene e de maneira alguma deve substituir o uso da escova dental e do fio”, ressalta o especialista. 
Passo a passo para acabar com a gengivite: 

  1. Realize uma boa higiene bucal pela manhã, depois do almoço e, principalmente, antes de dormir.
  2. Use uma escova dental de boa qualidade, pasta de dentes e fio dental todas as vezes que for realizar a higiene bucal.
  3. De maneira alguma substitua nenhum dos itens acima por qualquer outro produto do mercado, tais como os enxaguantes bucais e escovas interdentais. Estes podem ser usados como complementos, nunca como substitutos, quando o dentista recomendar.
  4. Caso haja sangramento na gengiva, não suspenda o uso do fio dental. Marque uma consulta e peça a orientação do dentista.
  5. Consulte um cirurgião dentista pelo menos de seis em seis meses. Caso seja possível, faça três visitas ao ano – quatro em quatro meses. Nesses intervalos de tempo, caso note alguma alteração, retorne ao consultório imediatamente.
  6. Nunca faça uso de remédios ou produtos odontológicos sem o conhecimento de um bom profissional. A única pessoa habilitada a indicar produtos odontológicos de uso contínuo ou remédios é o cirurgião dentista.
  7. Mantenha uma boa dieta. Não podemos esquecer que, além da gengivite, uma alimentação rica em açúcar pode causar cáries.

terça-feira, 24 de março de 2015

Restauração classe IV





Cavidades de Classe IV de modo geral, o dente a receber esse tipo de cavidade apresenta lesão cariosa envolvendo uma face proximal e o ângulo incisal correspondente. A cavidade deve envolver a lesão cariosa e possibilitar o contorno estético da restauração. Portanto, a forma de contorno varia de acordo com a extensão da lesão cariosa ou o tipo de fratura. Na presença de tecido cariado este é removido com broca esférica de tamanho compatível com o da lesão. Segundo Mondelli  (2002), a parede gengival será delimitada pela remoção do tecido cariado quando estiver presente ou mantendo- cerca de 0,5 mm aquém da gengiva marginal. 

O acabamento das paredes de esmalte em uma cavidade de classe IV tem importância para a obtenção de maior estética e comportamento clínico. Uma grande maioria de autores recomenda a realização do bisel, já que possibilita remover prismas de esmalte friáveis; expor prismas de esmalte mais perpendiculares e reativos ao condicionamento ácido, principalmente da porção mais interna, aumentar a área de superfície favorecendo a retenção do material; além de favorecer a estética da interface entre resina e estrutura dentária. 

Esse acabamento pode ser estabelecido com ponta diamantada em forma de chama n° 1111, que possibilita um bisel de forma côncava ou chanfrada, com largura de 1 a 2 mm, na face vestibular. 

Limpeza da cavidade

Após a remoção da lesão cariosa, a cavidade deverá ser lavada durante dez segundos, com água oxigenada a 3%, com ácido poliacrílico a 25% ou com solução de clorexidina a 2%, aplicada à cavidade com bolinhas de algodão por um período de dois minutos e, a seguir, lavada como um spray de ar/água e seca com leves jatos de ar. 

Proteção do complexo dentino/pulpar 

Segundo Mondelli (2002), a cavidade poderá ser eventualmente ser considerada de profundidade média, profunda o muito profunda, e os seguintes materiais poderão ser indicados:

 Opção I: (cavidades muito profundas): fina camada (0,5mm) de cimento de hidróxido de cálcio e cimento ionomérico específico para base protetora.

 Opção II: (cavidades médias e profundas): cimento ionomérico.

 Independente da técnica ou de material empregado, alguns pontos devem ser observados:
 A aplicação de bases protetoras deve anteceder o acabamento da cavidade e a execução dos biseis, para evitar a contaminação do ângulo cavo superficial. 
Quando necessário, a base deve cobrir uma área mínima de dentina, deixando a maioria da área de superfície disponível para a adesão. Além disso, as bases geralmente não apresentam propriedades físico-mecânicas adequadas para suportar estresse que lhes é transmitido pelo dente e pelo material restaurador.

 Condicionamento ácido e aplicação do sistema adesivo 

O condicionamento da estrutura dental com ácido fosfórico deve sempre respeitar o correto tempo de aplicação para a estrutura do esmalte (30s) e dentina (15s), visto que um maior tempo de condicionamento não significa aumento da resistência de união da restauração ao dente e ao contrário disso, pode gerar uma discrepância entre a profundidade de desmineralização promovida pelo ácido e a extensão de penetração dos sistemas adesivos. 

 Hirata  (2001) assinalam que o acondicionamento ácido deve ser feito pensando em margens se segurança (2,0 mm além das margens do preparo), de forma a não haver o risco de um avanço da restauração em margens não condicionadas, o que resultaria em linhas brancas que não são solucionadas com o acabamento marginal. 

A seleção do sistema adesivo e a adequada forma de aplicação, de acordo com o substrato dental trabalhado é um passo essencial para a obtenção de longevidade nas restaurações de resina composta. Em dentes anteriores, os sistemas adesivos mais utilizados são os convencionais de 3 passos (Ácido fosfórico/Primer/Bond) e os convencionais simplificados, também denominados de frasco único, em que no mesmo frasco encontram-se o primer e a parte hidrofóbica do adesivo (Ácido fosfórico/Primer + Bond). Quando a restauração é realizada somente em estrutura de esmalte, pode-se utilizar apenas o bond do sistema de 3 passos, pois o primer dos sistemas adesivos serve somente para a adesão na superfície dentinária.

Inserção e polimerização das resinas 

Preferencialmente, as resinas compostas deverão ser inseridas de forma incremental. A resina composta deve ser inserida em camadas com espessura nunca maior de 2.0 mm, uma 44 vez que o aumento na espessura da camada pode resultar na atenuação da intensidade de luz, levando a uma polimerização incompleta nas regiões mais profundas da cavidade a ser restaurada, bem como o aumento no estresse da contração de polimerização. Somente nas cavidades de dimensões reduzidas podem ser restauradas com um único incremento de resina composta, enquanto que uma técnica de aplicação e fotoativação por estratificação torna-se imprescindível quando se trata de restaurações amplas.

 Protocolo Clínico Newton Fahl - Restauração Classe IV




Protocolo Clínico Poletto Salomão - Restauração Classe IV



segunda-feira, 16 de março de 2015

Super alimentos para a saúde dos dentes e das gengivas




Escovação, aliada à dieta, promove mordida mais forte e sorriso mais branco. Toda a gente sabe que a saúde oral é importante e que os cuidados a ter ultrapassam em muito escovar os dentes e remover os alimentos. Há muitas formas de manter o sorriso bonito e brilhante, mas não negligencie o poder purificador de alguns alimentos comuns. Os alimentos que se seguem tem superpoderes para combater os crimes orais, garantindo as gengivas saudáveis e os dentes bonitos.

Chá Verde



 O chá verde contem componentes complexos chamados catequinas que combatem inflamações e controlam as infecções de bactérias.  Um estudo japonês revelou que homens que tomam chá verde regularmente tem menor ocorrência de doenças periodontais, comparando com os que tomam esporadicamente. Outro estudo correlacionou pessoas que tomavam chá verde uma ou mais vezes por dia, com menor perda de dentição mais tarde. As catequinas antimicrobrianas e o consumo de chá verde contam de facto para a saúde oral. 

Morangos, Kiwis e (não tão importante) Citrinos



 A vitamina C é muito importante para a saúde dos tecidos delicados das gengivas, uma vez que impede que o colagénio colapse.  Sem o colagénio, as gengivas ficam demasiado moles e portanto sensíveis a doenças periodontais.  Kiwis e morangos tem altas concentrações de vitamima C, tal como os citrinos. Estes frutos tem mais outra vantagem devida à sua adstringência, que ajuda a reverter a descoloração causada pelo café e vinho.

Nozes e sementes



Nozes e sementes são ricas em proteínas vegetais e estão cheias de micronutrientes fantásticos para os dentes  tais como o fósforo, magnésio, potássio, zinco e mais importante, o cálcio.  O cálcio é, como sabemos, essencial para ossos e dentes fortes. Nozes, amêndoas e nozes do brasil são muito ricas em cálcio. As sementes de sésamo são excepcionalmente ricas em cálcio, desde que opte pela versão não refinada.

Cebolas 



Especialmente quando ingeridas cruas, as cebolas combatem as bactérias graças aos componentes antimicrobrianos com enxofre. Um estudo recente na Coreia confirmou que as cebolas cruas são capazes de erradicar completamente 4 tipos de bactérias causadoras de cavidades e doenças periodontais. Fatias de cebola crua podem ser consumidas em sanduíches ou em saladas. Se não conseguir comer crua, coma cozinhadas. É melhor do que nada.

Cogumelos Shiitak



Estes cogumelos contem lentinan, um açúcar natural que previne gengivite. Gengivite é uma inflamação das gengivas caracterizada por vermelhidão, inchaço e até hemorragia, causada por um acumular de bacterias biofilme. Estudos recentes mostram que os componentes anti bacterianos como a lentinan atacam especificamente estes micróbrios produtores de biofilmes. É tão precisa que deixa incólumes as bactérias não prejudiciais.

Maçãs, Aipo e alimentos com Fibra pouco ácidos 




Muitas vezes referidos como “detergentes dentais” estes frutos e vegetais ricos em água estimulam a produção de saliva, mantendo as bactérias orais em controlo. Estes alimentos com fibra tem também o efeito de escovar a superfície dos dentes à medida que vamos comendo. Mastigar estes alimentos perturba a formação e expulsa a placa dentaria acabada de formar, prevenindo a sua formação.

Leite e derivados 

O cálcio presente no leite e derivados dele é essencial para garantir ossos fortes e saudáveis. E o mesmo vale para os dentes. O nutriente é parte da composição dos dentes e, em níveis adequados, garante uma boa saúde a eles, principalmente durante a sua formação. Mas o cirurgião dentista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), explica que esses não são a única fonte de cálcio. Folhas verdes escuras, como a couve, podem compensar essa demanda - especialmente para quem não gosta ou não tolera a lactose.
Agua 



 "O consumo de água (com gás ou não)é importante para eliminar detritos, açúcares e ácidos". Além disso, a água das grandes cidades é fluoretada, que reforça a resistência do esmalte do dente. "Quando ingerido durante a formação dos dentes, isso é, até os doze anos de idade, o flúor torna os dentes muito mais resistentes à cárie por toda a vida". (Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)

Isolamento absoluto para procedimentos de dentística ou endodontia é fundamental


Para qualquer procedimento de dentística ou endodontia um campo bem isolado, seco e limpo é fundamental. A utilização do isolamento absoluto com dique de borracha em odontologia nos trás diversas vantagens como:
  • Proteção aos tecidos moles;
  • Melhor visibilidade;
  • Proteção ao paciente contra acidentes;
  • Impedir que a saliva alcance a cavidade pulpar (endodontia);
Para a utilização do isolamento absoluto um conjunto de instrumentais é necessário. Se você é estudante de odontología, invista em materiais de boa qualidade pois você irá utilizá-los pelo resto da vida e dificilmente precisará substituir.
Materiais utilizados no isolamento absoluto:
Lençol de Borracha:
O lençol de borracha é encontrado no mercado nas mais diversas cores. Existem variações na expessura de 0,15 a 0.35mm. Alguns profissionais recomendam a utilização do lençol de borracha preto pois contrasta mais com o dente e reflete menos luz. Esse material já vem cortado no formato quadrangular.
Perfurador de Ainsworth:
Esse instrumento possui diversos furos com diametros variados que são feitos no lençol de borracha. A borracha é perfurada na região correspondente aos dentes que serão isolados. É importante manter o perfurador bem afiado para evitar falhas no vedamento.
Porta Dique de borracha:
Os arcos porta dique mais utilizados entre os profissionais são o Arco de Young e o Arco de Ostby. O arco de Young tem a forma de um U e pequenas pontas metálicas que ajudam a prender a borracha. O arco de Ostby tem a mesma função, só que tem um formato circular e é mais utilizado em endodontia.
Grampos:
Para prender qualquer dente na borracha é necessário que se utilize grampos. A numeração varia conforme o grupo de dentes:
  • 200 a 205 – Molares
  • 206 a 209 – Pré-molares
  • 210 a 212 – Dentes anteriores
Existem grampos com códigos específicos como o W8A, 14A e 212 (para retração gengival) e estes podem ser modificados pelo dentista para que se adapte a algum caso específico.
Pinça porta grampo de Palmer:
A pinça de Palmer é utilizada para levar o grampo ao dente.
Técnica de colocação do Dique de Borracha:


Primeiro marca-se com uma caneta o ponto exato onde será feito o furo com o perfurador de ainsworth. O ideal é que você marque o centro da incisal dos dentes anteriores e o centro da oclusal dos posteriores. Em endodontia isola-se apenas o dente que se está trabalhando. Em dentística isola-se além do dente de trabalho dois dentes posteriores a este e todos os dentes até o canino do lado oposto. 
Muitos profissionais preferem colocar primeiro o grampo no dente e depois a borracha. Outros preferem o inverso ou tudo ao mesmo tempo. O importante é que não ocorra rasgamento da borracha que obrigatoriamente inviabiliza a utilização da mesma.
A confecção de amarrias ao redor dos dentes com fio dental ajuda na invaginação da borracha no sulco gengival e melhor vedamento. Espatulas rombóides também podem ser usadas para a invaginação. (Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)
Dicas do Dr. Ronaldo Hirata.:

sexta-feira, 13 de março de 2015

"Não precisamos escovar os dentes", diz especialista






Há 10 anos, Paul Warren descobriu que era possível viver bem sem escovar os dentes. Ele conduziu uma pesquisa em pacientes, que, durante dois anos, deixaram as escovas de dente de lado e utilizaram somente um enxaguante bucal chamado clorexidina. Resultado: todos os problemas com doenças associadas a bactérias, como cáries e gengivite, foram controlados completamente. Mas o pesquisador britânico descobriu também que, apesar da pouca paciência para escovar os dentes, os seres humanos adoram a sensação de "dever cumprido" após a escovação - e que algumas bochechadas não eram suficientes para substitui-la.


Warren é o vice-presidente de assuntos sobre a saúde bucal da P&G, grupo que controla a marca Oral-B. Ele já escreveu mais de 100 artigos sobre o controle mecânico e químico das bactérias na boca e, na última semana, esteve no Brasil, em Salvador, para o congresso da Associação Mundial Dentária. Warren explicou a VEJA.com porque o enxaguante bucal ainda não está nas prateleiras dos supermercados e como será a escova de dente do futuro.

Escovar os dentes é coisa do passado?

Fizemos uma pesquisa há 10 anos com um enxaguante bucal. Durante dois anos, foi tudo o que os pacientes usaram, duas vezes por dia. Conseguimos controlar o problema de placa bacteriana completamente e com isso acabaram os problemas de gengivite. E se a quantidade de açúcar em contato com os dentes fosse controlada, era possível controlar as cáries também. Contudo, embora as pessoas não tivessem mais que escovar os dentes, elas não gostavam disso. Para elas, limpar os dentes requeria algum esforço e o enxague não era suficiente, mesmo o estudo mostrando que a saúde dos dentes e da gengiva foi preservado nos dois anos durante a pesquisa. 

E esse enxaguante foi desenvolvido por vocês? 

Não. Trata-se de um enxaguante genérico chamado clorexidina, disponível por meio de receita médica em várias partes do mundo. Ele envolve a superfície do dente com cargas negativas, então, quando uma bactéria se aproxima, ela é repelida por causa da carga do íon que está lá. Como qualquer medicação, existe também um risco associado.

Qual é o problema com a clorexidina?

O problema com esse enxaguante é que ele ajuda na formação de manchas nos dentes. Então, se a pessoa consumir muito café, chá ou vinho tinto, é provável que ela desenvolva um certo nível de manchas nos dentes. Isso, claro, é inaceitável para muitas pessoas. A clorexidina é muito útil para situações onde o paciente não pode escovar os dentes, por causa de uma cirurgia, por exemplo. Mas, para grandes períodos de tempo, os efeitos colaterais não são animadores. Além disso, muitas pessoas não gostaram do gosto, que é bem forte. Eu brinco que se você gosta da bebida Campari, você irá amar clorexidina. A nossa intenção era encontrar algo que pudesse se fixar no dente e impedir a formação de bactérias eliminando a fonte das placas. 

A criação de um enxaguante bucal capaz de aposentar a escova de dentes não seria um tiro no próprio pé?

Não acredito que a nossa pesquisa traria esse tipo de consequência. Em primeiro lugar, os resultados mostraram que mesmo controlando as placas com um enxaguante, as pessoas ainda gostariam de escovar os dentes. A impressão é que as pessoas precisam sentir o esforço ao escovar os dentes para se sentirem aliviadas. Como dentista, fiquei feliz por termos conseguido controlar a formação de bactérias apenas com um enxaguante, porque a maioria das pessoas passa apenas 46 segundos escovando os dentes. Todos os nossos estudos mostraram que o tempo médio de escovação é inferior a 50 segundos. E se você gasta menos que dois minutos escovando os dentes, você não está realizando uma higienização adequada.

A clorexidina seria capaz de eliminar a necessidade de utilizar fio dental? 

O enxaguante que estudamos não é capaz de eliminar a comida que fica presa entre os dentes. Uma dentição perfeitamente alinhada e distribuída não teria esse tipo de problema, mas como a maior parte das pessoas não possui uma dentição perfeita, a resposta é não. 

O enxaguante bucal seria mais barato que escovar os dentes?

Essa é uma questão interessante. Não tenho dados para afirmar que sim. Mas depende de quanto custaria o enxaguante se ele existisse no mercado de massa. Contudo, uma escova de dente é um aparato relativamente barato. É possível adquirir escovas mais sofisticadas que possuem preços variados e uma escova elétrica pode custar até 100 dólares. E honestamente, sob uma perspectiva de eficiência pelo custo, uma escova elétrica é melhor do que uma escova manual.

 Vocês continuam na busca por um enxaguante que elimine a necessidade de escovas de dentes?

O clorexidina ainda é o padrão máximo para remoção de placas no que diz respeito a enxaguantes bucais e sabemos que ele possui esses efeitos colaterais com relação ao sabor e formação de manchas. Continuamos buscando outros agentes que pudessem ter a mesma eficácia sem os efeitos colaterais, mas, depois de 15 anos, ainda não encontramos nada. Isso quer dizer que ainda teremos que escovar nossos dentes com uma boa pasta dental e utilizar o fio.

 O que podemos esperar para o futuro?

 Houve uma pesquisa feita nos EUA ano passado perguntando às pessoas quais cinco objetos elas levariam para uma ilha deserta. O segundo colocado na lista foi a escova de dente. Isso mostra como as pessoas estão ligadas a esse pequeno objeto. Creio que, baseado nas muitas pesquisas que estive envolvido por todos esses anos, temos escovas manuais bastante eficientes se usadas devidamente. Esse é o desafio. Então, acredito que as pesquisas irão apontar para o desenvolvimento de escovas elétricas, uma vez que elas fazem um trabalho melhor em menos tempo.

 As escovas elétricas estão por aí há um bom tempo, mas a maioria das pessoas ainda prefere as escovas simples. 

Temos que motivar as pessoas para que a utilização seja correta. Por isso, teremos escovas elétricas com algum tipo de mecanismo de resposta, não apenas com uma contagem regressiva a partir de dois minutos, mas demonstrando quais partes da boca devam ser escovadas melhor, se a pressão está correta e assim por diante. Também acredito que as escovas terão uma função diagnóstica. Ou seja, aproveitar todas as informações existentes na saliva da pessoa. Seria possível captar, por meio de chips presentes na escova, informações sobre a sua saúde bucal e geral. Sabemos que a saliva pode mostrar indícios de diabetes e, se há sangramento, pode ser algum sinal de gengivite. O dentista poderia verificar a sua escova e dizer que você precisa se esforçar mais na escovação ou que você apresenta sinais de diabetes, cáries ou gengivite, por exemplo. 
E como seria a escovação perfeita?

A primeira coisa a ser notada é a importância da saúde bucal. A boca não é separada do corpo, existe uma relação muito grande entre a saúde do nosso corpo e a saúde bucal. Por isso, uma boca saudável faz parte de um corpo saudável. E para chegar nesse estágio, é preciso existir uma escovação adequada, sistemática, passando em cada um dos dentes cobrindo todas as regiões. É preciso uma escova de dente com uma cabeça pequena para que todas as áreas sejam alcançadas e o mais importante, que você tenha paciência. Se você dedicar pouco tempo de manhã porque está com pressa para o trabalho ou escola, gaste mais tempo à noite para compensar.