quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Herpes labial: Perguntas e respostas


O que é herpes?
O herpes simples é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus chamado Herpes hominis vírus. Existem dois tipos de vírus do herpes simples: o tipo 1 e o tipo 2. Geralmente, o tipo 1 é responsável pelos casos de herpes labial, e o tipo 2, pelo herpes genital.
Como acontece a transmissão do vírus?
A infecção pelo herpes se dá através do contato direto com lesões infectadas pelo vírus. Esse primeiro contato se dá, invariavelmente, durante a infância. A situação mais comum de contágio é aquela em que algum dos pais (ou parentes próximos) é portador do vírus, apresenta as lesões em lábio e entra em contato direto com a pele da criança.
O que acontece depois que a criança se contamina?
Após o contato com as lesões, a criança passa por uma fase de incubação do vírus, que dura em torno de 10 dias. Após esse período, algumas crianças podem apresentar a primo-infecção herpética ou estomatite herpética primária. Essa fase é marcada por manifestações clínicas como: febre, mal estar geral, irritabilidade, cefaléia, perda de apetite e linfadenopatia. A seguir podem surgir bolhas na boca, nos lábios e na pele em torno dos lábios. Logo as bolhas se rompem, formando úlceras extremamente dolorosas e sangrantes. O quadro clínico tem resolução espontânea em cerca de 15 dias. Apesar da severidade da manifestação primária do herpes, apenas 1% dos pacientes que são infectados pelo vírus desenvolvem a doença clínica: 99%, apesar de infectados, não apresentam sinais ou sintomas clínicos.
Mas não são os adultos que apresentam a doença com mais freqüência?
Sim. Na verdade, são poucas as crianças que apresentam as lesões em pele ou boca. Após o contágio inicial (tendo ou não apresentado as manifestações clínicas), o vírus fica "dormente" dentro do organismo e só volta a apresentar manifestações clínicas a partir da adolescência. As manifestações clínicas que acontecem na fase adulta ocorrem pela reativação do vírus que estava "dormente" e estão, geralmente, ligadas à queda de imunidade.
Quais as causas da reativação do vírus?
Alguns fatores desencadeantes comuns são: febre, exposição ao sol, distúrbios gastrointestinais, trauma mecânico, estresse e períodos menstruais.
Como são as lesões recorrentes?
As manifestações secundárias não são tão graves como as da primo-infecção. As lesões restringem-se, na maioria dos casos, à região perioral ou perinasal, aparecendo na forma de pequenas bolhas que estouram e são recobertas por uma crosta durante o processo de cicatrização. O curso clínico da estomatite herpética secundária finda em torno de 8 dias.
Existe cura para o herpes?
Não, mas existe tratamento. O tratamento visa diminuir a freqüência com que os episódios ocorrem. Atualmente, os tratamentos envolvem drogas como o aciclovir, empregadas de forma local e sistêmica, e aplicações de laser de baixa intensidade.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Restaurações dentais indiretas ( Inlay, Onlay, Crown - Overlay)


Vantagens:
·         Mais fácil de reproduzir os contatos interproximais.
·         Minimiza a contração de polimerização a apenas uma fina camada do cimento resinoso usado para a fixação.
·         O material restaurador apresenta melhores propriedades em comparação com as resinas diretas.



Indicações:
·         Restaurações amplas em dentes posteriores.
·         Istmo oclusal maior que a metade da distância intercúspidea ou quando o preparo envolver uma ou mais cúspides.
·         Quando uma restauração estética seja necessária e uma coroa total não seja desejada.

Características do preparo: INLAY/ONLAY/CROWN - OVERLAY 


Caixa Proximal:
·         Parede vestibular e lingual expulsiva.
·         Parede axial plana e levemente expulsiva no sentido axioproximal com terminação em chanfrado.
·         Ângulos externos arredondados.



Caixa Oclusal :
·         Abertura Vestíbulolingual de 1,5 a 2mm
·         Parede pulpar plana
·         Profundidade oclusal 2 mm
·         Parede vestibular e lingual levemente expulsiva
·         Ângulos internos arredondados
·         Ângulo cavossuperficial nítido e sem bisel.
·         Chanfro nas cúspides de contenção cêntrica para ONLAY/CROWN.



Vantagens do Chanfro:

·         Linha de acabamento reproduzida com material restaurador
·         Transição estética e configuração adesiva favoráveis
·         Escoamento para o cimento resinoso
·         Ângulos internos arredondados.

Desvantagens do Chanfro:
·         Dificuldade de se obter acabamento das restaurações indiretas
·         Maior risco de fratura marginal. 

Brocas para preparo:
·         2135: Extensão do sulco central
·         3131: Preparo proximal
·         4138: Canaletas e caixas oclusais
·         3139F/4138F: Acabamento do preparo

DICA: As paredes e margens do preparo devem sofrer acabamento com brocas multilaminadas e instrumentos manuais com o intuito de proporcionar paredes e margens lisas e definidas que facilitam as etapas de moldagem, confecção e adaptação da restauração.

Escolha de cor:
Técnica da “estratificação natural”. Ela deve escolher a cor da dentina na região cervical do dente e do esmalte no terço oclusal utilizando a escala VITA. 
Provisórios:
·         Resina fotoativada específica que apresenta uma consistência borrachóide após sua fotopolimerização como Systemp, Bioplic
·         Resina acrílica quimicamente ativada fixada com cimentos provisórios
·         Resina composta fotopolimerizavel sem o uso de adesivo na cavidade.

Prova da peça (observar):
·         Ponto de contato interproximal
·         Adaptação marginal
·         Contorno
·         Cor.

DICA: Não prove a restauração indireta sob isolamento absoluto, pois um pequeno deslocamento proximal do dente que recebe o grampo pode interferir na exata relação da distância interproximal. Com isso o profissional pode erroneamente ajustar áreas proximais da restauração e comprometer o ponto de contato interproximal.

Preparo da peça (Cerâmica):
·         Condicionamento com ácido fluorídrico (8 a 12%)
·         Silanizaçao.

Preparo da peça (Resina composta):
·         Condicionamento com ácido fluorídrico (8 a 12%)
·         Silanizaçao
·         Sistema adesivo.

Preparo do dente:
·         Condicionamento com ácido fosfórico
·         Sistema Adesivo.

Cimentação:
·         Cimento DUAL, Autocondicionante ou resina composta micro-hibrida ou nanoparticulada (nesse caso um aparelho para aquecer o compósito e favorecer seu escoamento deve ser empregado).
·         Fotopolimerizar cada face por 60 segundos. (Fonte: 3M ESPE - Odontologia UP - Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)



Videos de aulas de preparo inlay, onlay e crown - overlay (Fonte: Stefano Moreira)












Qual é a tecnica cirurgica para intalação de implante?


O implante não deve ser visto como um fim em si, mas sim como um meio para se obter uma prótese com melhores qualidades funcionais e retentivas.
Planejamento reverso
·         Planejamento protético e estético feito em modelos de diagnóstico previamente ao momento cirúrgico (FRANCISCHONE, 1998);
·          O posicionamento final da coroa protética determina o posicionamento do implante (VASCONCELOS, 2005)

Enceramento Diagnóstico
·         Número de dentes
·         Largura e comprimento
·         Relação com o antagonista
·         Quantidade de implantes (raio-x)
·         Posição dos implantes

Guia cirúrgico
·         Auxiliar durante a instalação do implante, para que esta seja realizada conforme o planejamento
·         Facilitar o paralelismo e correta distribuição dos implantes
·         Permitir visualizar outras alternativas de instalação, caso não seja possível seguir o planejamento

Requisitos do guia cirúrgico:
·         Deve ser estável e rígido
·         Permitir posicionamento ideal do implante
·         Permitir visualizar o ângulo ideal de inserção do implante durante a cirurgia
·         Menos volumoso possível e fácil manipulação
·         Permitir que a fresagem seja bem refrigerada

Sequência do guia multifuncional 
·         Incisão
·         Descolamento do retalho
·         Fresagem
·         Posicionador ou paralelisador
·         Instalação do implante
·         Instalação do mini-implante
·         Transferentes de moldagem
·         Cerclagem
·         União com guia multifuncional
·         Registro intermaxilar
·         Moldagem
·         Prótese
Os espaços a serem determinados no planejamento reverso devem ser avaliados em múltiplos de 7
Regras:

·         Deixar 1,5mm de distância entre dente e implante;
·         Deixar 3mm de distância entre implante e implante.

Uma pergunta frequente é: Utilizamos da técnica de prótese unida ou individualizada?”. Para responder essa questão, devemos levar em consideração os seguintes fatores: 
·         densidade óssea
·         comprimento e diâmetro do implante