sábado, 10 de outubro de 2015

Resinas compostas: Acabamento e polimento


As restaurações diretas em resina composta em dentes constituem tratamento estético, entretanto, dependendo da composição e do uso inadequado destes compósitos resinosos, podem resultar em restaurações insatisfatórias provenientes da inadequada rugosidade superficial, porosidade, ausência de brilho e alteração de cor. Estas características podem ser evitadas ao se realizar adequado acabamento e polimento. O acabamento e polimento é uma etapa imprescindível para a harmonia do sorriso e sucesso das reabilitações com resina composta.

Função:
Ajustar a oclusão e a escultura
Melhorar adaptação marginal
Remoção de excessos
Polimento:
Obtenção de superfície lisa através da redução sucessiva da largura dos sulcos formados pelos instrumentos.
Superfície lisa e brilhante: reflete a luz de modo uniforme
Possui sulcos mais estreitos que o comprimento de onda da luz visível
Superfície rugosa: reflete a luz de maneira desordenada
Objetivo do Polimento:
·         Reduzir acúmulo de placa
·         Aumentar conforto para o paciente
·         Diminuir o manchamento e a corrosão
·         Melhorar a estética
·         Ampliar a compatibilidade com os tecidos periodontal.

Acabamento e Polimento
1.    Instrumentos rotatórios de corte
2.    Abrasivos

Instrumentos rotatórios de corte
·         Multilaminados

AÇO (Fe + C)
CARBIDE (carbeto de tugstênio)
·         Abrasivos

PÓ: pedra-pomes, braço de Espanha, carbeto de silício

ALGUTINADOS:  tiras (faces proximais)
Discos (livres – anteriores)

Taças (oclusal e vestibulares)
Pontas (oclusal e vestibulares)
Propriedades dos abrasivos
·         Dureza maior que a do substrato
·         Formato adequado
·         Alta resistência ao impacto (não arredondar arestas)
·         Alta resistência ao atrito

Eficiência do desgaste
·         Pressão
·         Velocidade
·         Dureza do abrasivo
·         Tamanho das partículas
·         Distribuição das lâminas

Fenômenos inerentes ao processo
·         Geração de calor (atrito)
·         Injúrias à polpa
·         Empastamento

O desgaste na prática:
·         Realizar após pelo menos 24h
- Ocorrência de expansão higroscópica
- Melhor vedamento marginal
- Finalização da polimerização.
·         Ordem decrescente de abrasividade
·         Sempre lavar os dentes após trocas o abrasivo, pois o abrasivo se solta da ponta e fica na superfície do dente.

Resinas compostas
- Brocas multilaminadas ou diamantadas de granulação fina/ extra fina


- Borrachas abrasivas ou pontas de silicone (analisar o seu preparo e ver de qual você pode partir, se é da grossa, da média ou da fina


- Taça de borracha ou disco de feltro com pastas de polimento (com movimentos rápidos e leves)

- Tiras de lixa (acabamento das faces proximais)


OBS: fazer inserção pelo centro neutro
- Escovas com abrasivos impregnados.

 O acabamento é feito em dois tempos
IMEDIATO
- Remove excessos grosseiros
- Dar forma adequada à restauração
- Lâmina de bisturi 12 (excessos das proximais).

MEDIATO (24h)
- Corrigir forma anatômica se preciso
- Textura adequada
- Dar brilho natural
- Usar discos preferencialmente a seco (cuidar com a pressão e a velocidade
- Usar pontas de silicone ou de borrachas com pasta de polimento.
(Fonte UP - Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)

Protocolo de acabamento e polimento de resinas compostas (Fonte: KG Sorensen)





sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Resina acrílica autopolimerizável: indicações, composição, fases de mistura, propriedades


A resina acrílica é um material utilizado para vários trabalhos na Odontologia: confecção da base de próteses parciais e totais, placas miorrelaxantes, moldeiras individuais, padrões de fundição, próteses provisórias imediatas, coroas provisórias, dentes artificiais, reparo de próteses totais, acrilização de aparelhos ortodônticos, dentre outros.
A versatilidade da resina acrílica se deve, entre outros motivos, ao fato de ser: insípida, inodora, não tóxica, não irritante aos tecidos bucais (mas algumas pessoas têm alergia ao monômero), insolúvel na saliva, fácil de manipular e de polir, possível de desinfecção; além de apresentar alta estabilidade dimensional, morfológica e de cor.
Indicação
·         Confecção da base de próteses parciais e totais
·         Placas miorrelaxantes
·         Moldeiras individuais
·         Padrões de fundição
·         Próteses provisórias imediatas
·         Coroas provisórias
·         Dentes artificiais
·         Reparo de próteses totais
·         Acrilização de aparelhos ortodônticos

Composição
Polímero (Pó)
Monômero (Líquido)
Polimetacrilato de metila
Metacrilato de metila
Peróxido de benzoíla
Hidroquinona (0,006 %)
Pigmentos
Dimetacrilato de glicol
Copolímeros
Dimetil-para-toluedin

Fases da mistura
1ºFase Arenosa: Durante a fase arenosa as pérolas de polímero são completamente envolvidas pelo monômero que preenche os espaços vazios e o conjunto adquire uma cor translúcida. O nome atribuído a esta fase é consequência do aspecto semelhante a uma massa de areia molhada, que apresenta baixo escoamento e ganha brilho superficial por afloramento do excesso de líquido quando pressionada.
2ºFase Fibrosa: Na fase pegajosa o líquido dissolve as longas cadeias de polímero, tornando a mistura viscosa e aderente, fazendo com que na tentativa de manipulação apareçam inúmeros fios finos e pegajosos entre as porções resultantes.
3ºFase Plástica: Durante a fase plástica a massa resultante perde a pegajosidade a partir de certo ponto de saturação da solução de polímero no monômero, começa a escoar de modo homogêneo, tornase manipulável e sem aderência, sendo esta conhecida como fase de trabalho.
4ºFase Borrachoide: Na fase Borrachoide ocorre o aumento da concentração de cadeias de polímero no monômero e a evaporação do monômero residual, tornando o líquido escasso, fazendo com que o escoamento da massa tornese precário e apareçam características de recuperação elástica.
5ºFase Rígida: Fase final, já polimerizou.

Propriedades (vantagens e desvantagens)
Vantagens:
·         Resistência à tração
·         Fácil manuseio
·         Baixo custo para dentista
·         Tempo de trabalho suficiente
·         Estética
·         Reembasamento
·         Boa tolerância pelos tecidos de suporte

Desvantagens:
·         Baixa flexibilidade
·         Pouca resistência à deflexão e ao impacto
·         Baixa resistência transversal
·         Temperatura na polimerização

(Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros / Materiais dentarios indiretos - USP)


Silicona de adição e silicona de condensação: Vantagens e desvantagens


  • Ambos são materiais de moldagem utilizados para criar uma impressão negativa dos dentes e das arcadas dentárias.
  • Material de moldagem elástico e não aquoso.
Silicona de adição:
Materiais que apresentam ótima elasticidade e distorção praticamente inexistente. Também se caracterizam pela excelente estabilidade dimensional, oferecendo moldes muito fiéis. Permitindo o vazamento de mais de um modelo por moldagem.
A manipulação deve ser feita sem o uso de luvas e com as mãos limpas! Pois as luvas de látex contem enxofre o que inibe a reação de polimerização do material.
Tipos:
  • Pesado: massa/pasta ou pasta
  • Regular: pasta/pasta
  • Leve: pasta/pasta
Indicações:
  • Moldagens unitárias
  • Moldagens de quadrantes
  • Moldagens totais
  • Próteses parciais removíveis, totais; Pontes fixas
  • Coroas; Inlays; Onlays; Overlays
Vantagens:
  • Vazamento após 30 minutos em até 07 dias
  • Permite duplo vazamento
  • Exige proporcionamento exato das medidas entre as pastas para evitar bolhas negativas no modelo de gesso
  • Alta resistência a deformação
  • Excelente reprodução de detalhes
  • Moderada resistência a rasgamento
  • Tempos de trabalho e de presa adequados
Desvantagens:
  • Não permite utilizar luvas de látex na manipulação!!
  • Maios dificuldade de remoção do molde da boca (menor flexibilidade);
  • Alto custo;
  • Enxofre da luva inibe a polimerização




Silicona de condensação
  • Menor fidelidade de cópia quando comparada à silicona de adição.
Tipos:
  • Pesado: massa/pasta ou liquido
  • Regular: pasta/pasta ou liquido 
Indicações: 
  • Moldagens unitárias
  • Moldagens de quadrantes
  • Moldagens totais
  • Próteses parciais removíveis e totais
  • Coroas; Inlays; Onlays; Overlays
Vantagens:
  • Silicona de condensação pode ser manipulado com ou sem o uso de luvas
  • Alta resistência a deformação
  • Boa reprodução de detalhes
  • Tempo de trabalho e de presa adequados.
Desvantagens:
  • Aguardar 15 minutos para vazamento. Evitando distorções devido a formação do subproduto álcool etílico.
  • Permite uma única vazagem
  • Vazamento imediato
  • Estabilidade dimensional.




Técnicas de moldagem
Técnica de dois tempos ou impressão dupla:  
  • Afastamento gengival com 2 fios- mais fino e mais grosso
  • Moldagem com o material pesado (Dosagem e manipulação da massa densa (pasta densa) e da pasta catalisadora)
  • Alivio do molde , remover áreas retentivas
  • Remover o fio retrator mais grosso
  • Moldagem com o material leve (Dosagem e manipulação da pasta de baixa viscosidade e pasta catalisadora)
Técnica de um só tempo ou moldagem simultânea
  • Moldagem feita com os dois materiais ao mesmo tempo.
Desinfecção das siliconas:
  • Imersão – solução de glutaraldeído a 2,0% por 10 min.
  • Imersão – em ácido peracético 0,2% por 10 min ( Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros )


Prótese parcial fixa: Princípios de preparo



O sucesso do tratamento com prótese é determinado através de três critérios: longevidade da prótese, saúde pulpar e gengival dos dentes envolvidos e satisfação do paciente. Para alcançar esses objetivos, o cirurgião deve saber executar todas as fases do tratamento, tais como exame, diagnóstico, planejamento e cimentação da prótese. Todas as fases principais e intermediárias são importantes e uma depende da outra. De nada adianta o dente estar preparado corretamente se as outras fases são negligenciadas. O preparo dental não deve ser iniciado sem que o cirurgião-dentista saiba quando indicá-lo e como executá-lo, buscando preencher os 3 princípios fundamentais para conseguir preparos corretos: mecânicos, biológicos e estéticos.

 Princípios Mecânicos
 Retenção:
O preparo deve apresentar certas características que impeçam o deslocamento axial da restauração quando submetida às forças de tração. A retenção depende basicamente do contato existente entre as superfícies internas da restauração e as externas do dente preparado. isto é denominado retenção friccional. Quanto mais paralelas as paredes axiais do dente preparado, maior será a retenção friccional da restauração. Porém, o aumento exagerado da retenção friccional irá dificultar a cimentação da restauração pela resistência ao escoamento do cimento, impedindo o seu assento final e, consequentemente, causando um desajuste oclusal e cervical da restauração.
A presença de sulco é ligeiramente importante em preparos extremamente cônicos. Portanto, sem a presença de um plano de inserção definido, para limitar a remoção e inserção da coroa em uma única direção e, assim, reduzir a possibilidade de deslocamento.
A área do preparo e sua textura superficial são aspectos também importantes na retenção; quanto maior a área preparada, maior será a retenção. Quanto à textura superficial tem que se considerar que a capacidade de adesão dos cimentos dentários depende basicamente do contato deste, com as microrretenções existentes na superfície do dente preparado e da prótese
Resistência ou Estabilidade:
A forma de resistência ou estabilidade conferida ao preparo previne o deslocamento da restauração quando submetidas à forças oblíquas, que podem provocar a rotação da restauração. Por isso é importante que se saiba quais são as áreas do dente preparado das superfície interna da restauração que podem impedir este tipo de movimento.
Existem diversos fatores diretamente relacionados com a forma de resistência do preparo.
·         magnitude e direção da força
·         relação altura/largura do preparo
·         integridade do dente preparado

Rigidez estrutural:
O preparo deve ser executado de tal forma que a restauração apresente espessura suficiente de metal (para as coroas totais metálicas), metal e porcelana (para as coroas de porcelana pura), para resistir as forças mastigatórias e não comprometar a estética e o tecido periodontal. Para isso, o desgaste deverá ser feito seletivamente de acordo com as necessidades estética e funcional da restauração.
 Integridade Marginal:
O objetivo básico de toda restauração cimentada é estar bem adaptada e com uma linha mínima de cimento, para que a prótese possa permanecer em função o maior tempo possível, num ambiente desfavorável, que é a boca. Margens inadequadas facilitam a instalação do processo patológico do tecido gengival que, por sua vez, irá impedir a obtenção de próteses bem adaptadas. Assim, o controle da linha de cimento exposta ao meio bucal e a higiene do paciente são fatores que aumentam a expectativa de longevidade da prótese
 Princípios Biológicos
Preservação do órgão pulpar.
O desgaste excessivo está diretamente relacionado à retenção e saúde pulpar, pois além de diminuir a área preparada prejudicando a retenção da prótese e a própria resistência do remanescente dentário, nos dentes anteriores, principalmente, pode trazer danos irreversíveis à polpa, como inflamação, sensibilidade, etc.
Por outro lado, o desgaste insuficiente está diretamente relacionado ao sobrecontorno da prótese e, consequentemente, aos problemas que isso pode causar em termos de estética e prejuízo para o periodonto.
Um dos objetivos principais da reabilitação com prótese fixa é a preservação da saúde do periodonto. Vários são os fatores diretamente relacionados à esse objetivo: higiene oral, forma, contorno de localização da margem cervical do preparo. A melhor localização do término cervical é aquela em que o profissional pode controlar todos os procedimentos clínicos e o paciente tem condições efetivas de higienização. Assim é vital, para a homeostasia da área, que o preparo estenda-se o mínimo dentro do sulco gengival, exclusivamente por razões estéticas e suficiente apenas para escondar a cinta metálica da coroa, sem alterar significantemente a biologia do tecido gengival.
De maneira genérica, a extensão cervical dos dentes preparados pode variar de 2mm aquém da gengiva marginal livre até 1mm no interior do sulco. Os pacientes que pertencem ao grupo de risco à cárie não devem ter o término cervical colocado aquém do nível gengival
Indicações término subgengival:
·         razões estéticas com o objetivo de mascarar a cinta metálica
·         restaurações de amálgama ou de resina composta, cujas paredes gengivais já se encontrem nesse nível.
·         presença de cárie que se estendam para dentro do sulco gengival
·         presença de fraturas que terminam subgengivalmente
·         razões mecânicas aplicadas, aplicadas geralmente aos dentes curtos
·         colocação do término cervical em área de relativa imunidade à cárie, como se acredita ser a região correspondente ao sulco gengival.
 O preparo subgengival dentro dos níveis convencionais de 0.5 a 1.0mm não traz problemas ao tecido gengival, desde que a adaptação, forma, contorno e polimento da restauração estejam satisfatórios e o paciente consiga higienizar corretamente essa área.
Princípios Estéticos
A estética depende, basicamente, da saúde periodontal, forma, contorno e cor da prótese. Para atingir esses objetivos, há que se preservar o estado de saúde do periodonto, confeccionar restaurações com forma, contorno e cor corretos. Fatores estes que estão diretamente relacionados com a quantidade de desgaste da estrutura dentária. Se o desgaste é insuficiente para uma coroa metalo-cerâmica, a porcelana apresentará espessura insuficiente para esconder a estrutura metálica, o que pode levar o técnico a compensar essa deficiência aumentando o contorno da restauração.
Tipos de término cervical
O térmico cervical dos preparos pode apresentar diferentes configurações de acordo com o material a ser empregado para a confecção da coroa.
1.    Ombro ou degrau: a parede axial do preparo forma um ângulo de aproximadamente 90° com a parede cervical;
2.    Ombro ou degrau biselado: ocorre formação de ângulo de aproximadamente 90° com a parede axial e cervical, com biselamento da aresta cavo-superficial;
3.    Chanfrado: a junção entra a parede axial e gengival é feita por um segmento de círculo, que deverá apresentar espessura suficiente para acomodar metal e faceta estética;
4.    Chanferete: a junção entra a parede axial e gengival é feita por um segmento de círculo de pequena dimensão (aproximadamente a metade do chanfrado), devendo apresentar espessura suficiente para acomodar o metal.

Técnica de preparo para coroa metalo-cerâmica (Técnica da Silhueta)
DENTES ANTERIORES 
1 – Sulcos de orientação: nas faces vestibular, incisal e linguo-cervical
As coroas metalo-cerâmicas necessitam de 1,5mm de desgaste nas faces vestibular e metade das proximais e 2mm na incisal, para acomodar metal e porcelana. DICA: faça primeiro os desgastes na metade, só então os outros desgastes na segunda metade.Esse passo nos da o controle da quantidade de desgaste necessária.
Brocas: 3216; 2215
 2 – União dos sulcos de orientação: Com a broca 3216 ou 2215, faça a união dos sulcos da metade escolhida da face vestibular, incisal e lingual, mantendo-se a relação de paralelismo previamente obtida.
3- Desgastes proximais: Com o dente adjacente protegido com uma matriz de aço, procede-se a eliminação da convexidade natural desta área. O desgaste deve terminar no nível gengival e deixar as paredes proximais paralelas entre si.
Brocas: 2200; 3203
4 – Desgaste Lingual: Segue a anatomia da área. Deve ser desgastada no mínimo em 0,6mm para acomodar apenas o metal nas coroas dos dentes anteriores que apresentam um sobrepasso cervical muito acentuado. Evita-se assim, deixar a região incisal muito fina e sujeita à fratura.
Brocas: 3118; 3215; 2214
5 – Preparo subgengival: Para se obter um término cervical do preparo no interior do sulco gengival, no término em chanfrado, é utilizado apenas a metade da ponta ativa da broca. Assim, o posicionamento correto da broca para estender o término do preparo dentro do sulco gengival deve ser feito deixando metade de seu diâmetro em contato com o dente e a outra metade fora do dente e, consequentemente, em contado com o epitélio sulcular.
Brocas: 3216 2215
6 – Acabamento: Com o término cervical obtido com as brocas diamantadas 3216 ou 2215 é um chanfrado longo, torna-se necessário aumentar um pouco mais o desgaste na região cervical das faces estéticas, vestibular e metade das proximais, para acomodar o metal e a porcelana e não haver sobre contornos. Para isso utiliza-se a broca tronco-cônica com extremidade arredondada, totalmente apoiada na parede axial, acentuando o desgaste nessa região.
Brocas: 4138
(Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)
Técnica de preparo para coroa total metálica
Indicada onde o fator estético não precisa ser considerado. A única diferença desse preparo para uma coroa metalo-cerâmica é a quantidade de desgaste, que passa de 1,5mm para apenas 1,0mm que é realizada na face vestibular, visto que essa área será recoberta somente com um metal.(Fonte: UP)



Sistema e.max: Vantagens



Coroas metal-free
Existem no mercado já há algum tempo, mas não permitem uma adesão química adequada (ex. zircônia). As coroas compostas por cerâmica vítrea à base de Dissilicato de Lítio (e-max) vieram para mudar isso, pois permitem adesão química entre o substrato dentário e a peça protética através do sistema adesivo, permitindo três tipos de cimentação:
– cimentação adesiva
– cimentação auto-adesiva
– cimentação convencional
Este sistema protético é também conhecido como cerâmica injetada. Para sua confecção laboratorial, são necessários:
– forno especial
– pastilhas de cores
– anel
– enceramento livre de carbono
O protético faz o enceramento do elemento dental, faz a inclusão deste padrão de cera em um anel e com o material dentro do forno especial, ocorre a evaporação da cera e a inclusão das pastilhas de cores de cerâmica dentro deste anel. Parte-se para a desinclusão do dente e otimização da estética com pinturas e refinamentos.
O e-max pode ser utilizado para a confecção de várias peças protéticas, sendo mais comumente utilizado para a confecção de facetas e coroas.
Entre as vantagens do sistema estão:
– excelentes propriedades ópticas
– durabilidade
– longevidade
– previsibilidade do resultado
– semelhança com dentes naturais
– biocompatibilidade
Na confecção de facetas, o e-max se sobressai principalmente por possuir cimentos resinosos e adesivos que, além de possibilitar a adesão química, possuem ampla variedade de cores, não interferindo no momento da cimentação como ocorre com as demais coroas metal-free, principalmente quando trata-se de faceta translúcida.
Este sistema possui um índice de refração da luz semelhante ao esmalte dental, sem interferência significativa de translucidez, proporcionando um alto padrão estético.

Cimentação:
– Na cimentação convencional, após a prova clinica da peça, ajustes de oclusão e polimento, deve-se realizar jateamento de Óxido de Alumínio para criação de microporosidades;
– Limpa-se a peça completamente com água
– Secá-la com jato de ar
Condicionamento da peça protética:
– Submeter ao condicionamento ácido, com ácido fluorídrico a 5% e silanizar a superfície da peça com adesivo.

Condicionamernto do preparo:
– Deve-se limpar o remanescente dental e condicioná-lo com ácido fosfórico a 37%;
Após a completa limpeza do preparo, aplicar o sistema adesivo sobre o remanescente dental, escolhendo a cor adequada do cimento; remover excessos e fotopolimerizar.(Fonte: UP)


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

EXPERTsurg LUX e o Contra Ângulo 20:1 SURGmatic S201 L


O KaVo Kerr Group lançou no Brasil a sua nova plataforma de produtos para cirurgia: O console EXPERTsurg LUX e o Contra Ângulo 20:1 SURGmatic S201 L, com projetos e tecnologia alemã, que prometem facilitar o dia a dia dos profissionais de implantodontia oferendo mais torque e precisão que seu antecessor.
Motor de implante
O console EXPERTsurg LUX é um dos menores e mais leves do mercado, com apenas 2,4 kg. Lançado no IDS – International Dental Show, o maior evento da odontologia mundial, chegou ao mercado brasileiro no 22º CIORJ, Congresso Internacional de Odontologia, no Rio de Janeiro, em julho.
O EXPERTsurg LUX  conta com nova interface gráfica simples e intuitiva, que garante flexibilidade na programação do procedimento e permite acompanhar passo a passoo fluxo de trabalho durante a cirurgia.
Com design ergonômico, o dentista trabalha com facilidade, principalmente no caso de procedimentos cirúrgicos longos. A legibilidade e nitidez do novo display colorido, com iluminação LED, são excelentes, mesmo quando visualizados fora do ângulo frontal.
A nova plataforma de produtos para cirurgia apresenta os seguintes destaques, com projeto e tecnologia alemã:
Performance: Disponibilidade de torque de até 80Ncm (utilizando o SURGmatic S201L)
Precisão: Sistema de controle de torque SMARTdrive, que em conjunto com o novo micromotor S600 LUX assegura sempre uma partida suave com alto torque, e rotações com reduzido nível de vibrações. Além disso, conta com um processo simples e rápido de Autocalibração que corrige a curva de torque do micromotor ajustando-a para as características individuais do instrumento (CA 20:1) que será utilizado. Isso garante a execução precisa do procedimento com os exatos parâmetros selecionados de rotação e torque.
Ergonomia: Um sistema com apenas 2,4Kg, utilizando o menor e mais leve micromotor do mercado, que oferece a facilidade dos procedimentos com iluminação LED
Contra ângulo
O novo contra ângulo cirúrgico SURGmatic S201 L foi desenvolvido para garantir, em conjunto com o EXPERTsug, o mais alto padrão de performance e precisão nos procedimentos de implantodontia. Suas principais características são:
  • Iluminação por bastão de vidro
  • Reduzido tamanho da cabeça
  • Corpo e cabeça desmontáveis para facilitar a limpeza e esterilização
  • Projetado para trabalhos com alto torque (80Ncm)
  • Baixo nível de ruído e vibração

O EXPERTsurg LUX e SURGmatic S201 L permitem que mesmo dentistas iniciantes em cirurgia oral trabalhem com segurança e alta precisão. (Fonte: Kavo Kerr)

Boca seca? Causas, sintomas e tratamentos


Mais da metade dos americanos sofrem de boca seca (xerostomia) devido ao uso de alguns medicamentos, doenças autoimunes, a terapias de tratamento do câncer e ao envelhecimento natural. A boca seca ocorre devido à falta de fluxo salivar normal. A boca seca pode afetar pessoas de qualquer idade e deve ser monitorada para não causar efeitos mais sérios na cavidade oral. 

Qual é a causa?

A boca seca pode ocorrer como resultado do uso de medicamentos vendidos com receita médica como anti-histamínicos, anticonvulsivantes, antidepressivos, drogas cardiovasculares, antieméticos, antipsicóticos, sedativos e descongestionantes, entre outros. O uso prolongado de medicamentos de venda livre também pode causar boca seca.



As pessoas que se submetem a cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem sentir a boca seca. A terapia de radiação, quando aplicada na região da cabeça e pescoço, tem efeitos mais significativos relacionados com a boca seca, em comparação com cirurgia e quimioterapia. Após terapia de radiação aplicada na região da cabeça e do pescoço, as glândulas salivares irradiadas produzem pouca ou nenhuma secreção salivar e a boca seca pode tornar-se um grande desconforto para os pacientes com câncer oral e da faringe.



Outros exemplos de pessoas susceptíveis à xerosotomia são aquelas que sofrem de doenças auto-imunes como a síndrome de Sjögren, caracterizada por olhos secos, boca seca e doenças do tecido conjuntivo (artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica, polimiosite ou doença mista do tecido conectivo). As pessoas que têm diabetes tipo I, esclerose múltipla, esclerodermia, psoríase e doença inflamatória intestinal, fibrose cística também podem apresentar a boca seca.

A boca seca pode também decorrer de deficiências nutricionais, como a falta de vitamina A e a riboflavina (vitamina B2).

Sintomas da boca seca

Há vários sintomas presentes na ocorrência da boca seca: 

- Secura na boca e na garganta
- Saliva mais viscosa
- Aumento de infecções bucais e da faringe.
- Crescimento da placa bacteriana
- Mau hálito
- Úlceras na boca
- Alteração do paladar
- Aparecimento ou evolução da doença cárie
- Desenvolvimento de doença gengival e/ou periodontal
- Dificuldade na fala e deglutição

Tratamento da boca seca

Se a sua boca seca for causada por remédios vendidos sob receita, seu médico pode reavaliar o tipo de medicamento que você está tomando e eliminar ou ajustar a dosagem daqueles que causam o problema. Os sprays de saliva artificial podem ser usados para ajudar a umedecer a boca e aumentar o fluxo de saliva. Seu médico também pode prescrever pilocarpina, um medicamento que ajuda a estimular a produção de saliva. Você também pode decidir simplesmente beber mais água para matar a sede decorrente da boca seca. Antissépticos orais na forma de enxaguatórios também são indicados como anti-microbianos para controlar a placa bacteriana ou auxiliar no tratamento de infecções bucais. 



Entre os recursos que podem ser utilizados em casa para combater a boca seca estão a escovação dos dentes pelo menos duas vezes ao dia com um creme dental com flúor, o uso diário de fio dental, a ingestão de água ou líquidos não açucarados nas refeições e o uso de balas ou gomas de mascar sem açúcar para estimular o fluxo salivar. Procure não respirar pela boca, pois isso aumenta o efeito da boca seca.

Consulte o seu médico e dentista se estiver sofrendo desse problema e monitore os medicamentos que você toma e o que você come ou bebe. (Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino S. - minhavida)