Uma língua saudável deve ser rosa,
consistente, ter uma superfície lisa e homogênea e medir aproximadamente 10
centímetros. Assim, quando ela se apresenta muito diferente disso, é bom ficar
atento, pois pode ser que alguma coisa no corpo não esteja indo bem. Variações
na língua podem indicar doenças, problemas emocionais ou até falta de algumas
vitaminas.
A língua é um bom medidor da saúde. É importante observar se sua mobilidade está
firme, se não apresenta tremores em seus movimentos, inchaços, alterações de
volume, cor, aspecto, ardências e/ou modificações de forma e contorno.
Alterações nesses quesitos citados pelo
especialista podem indicar algumas doenças como câncer, AIDS, anemia,
estomatite, reações alérgicas, diabetes, hipotireoidismo, apneia do sono, entre
outras. Por isso, é sempre bom fazer um “check up” durante as higienizações do
dia-a-dia.
Por exemplo, se placas brancas são
observadas no dorso da língua, pode ser que a higienização não esteja sendo
feita corretamente, o que pode resultar em halitose. Já se houver inchaços
estranhos, é necessário fazer exames para detectar tumores. Uma língua muito
lisa pode indicar anemia. Febres altas a deixam muito seca e vermelha. Até
mesmo pequenas lesões podem indicar algo mais sério.
A língua é uma das partes do nosso corpo
que cicatriza mais rápido. Pessoas com lesões que persistem por mais de três
semanas devem buscar o auxílio profissional competente a fim de receber um
diagnóstico correto e já iniciar algum tipo de tratamento, caso seja necessário.
Indicador emocional
Alterações emocionais costumam causar
uma série de reações orgânicas no corpo, e com a língua não é diferente. O alto
nível de estresse e ansiedade (por causa do aumento da adrenalina) causa uma
diminuição do fluxo salivar, o que pode gerar outras alterações nesse órgão. Podemos
observar, desde pequenas lesões que provocam ardência e desconforto, a
inflamações, lesões aftosas e doenças oportunistas, especialmente fúngicas.
Falta de vitamina
Embora a analise da língua não seja a
mais indicada para detectar carência de vitaminas (hoje os exames de sangue são
bem mais simples e precisos para esses fins), é possível perceber através dela
algumas deficiências nesse campo. A
presença de pequenas lesões pode significar deficiência das vitaminas A e C.
Uma língua esbranquiçada (e bem higienizada) pode ser falta de biotina ou
ferro. Uma língua avermelhada, excluindo a possibilidade de aumento de volume
por inflamação, pode significar carência das vitaminas B2, B3 e E.
Higienização correta
A higienização da língua deve ser feita
sempre junto com a higiene dos dentes, ou seja, após as refeições, com o uso da
própria escova de dente ou com o auxilio de raspadores linguais. Placas
bacterianas presentes na língua levam a uma predisposição a doenças sistêmicas
importantes. Portanto, aquela frase que diz que a saúde começa pela boca não é
apenas um simples jargão. (Fonte: saúde terra - Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)
A manifestação da diabetes está associada à elevação do nível de glicose
no sangue. Isso acontece quando o organismo
em especial o pâncreas não consegue absorver a quantidade de açúcar
produzida pelo corpo por meio dos alimentos.A doença acomete 380 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 14
milhões de brasileiros
Por conta
de suas características, é também uma das principais responsáveis pelos casos
de gengivite e periodontite. Ambas as doenças interferem no controle do índice
glicêmico devido à presença transitória de bactérias no sangue.
"No
primeiro caso, basta observar se a gengiva está muito vermelha, dolorida,
inchada e com sangramento. Se isso estiver associado à retração gengival,
amolecimento e perda de dentes, e a sensibilidade próxima à raiz, o quadro pode
ter evoluído para uma periodontite", explica o Dr. José Henrique de Oliveira,
diretor de Operações e Credenciamento do INPAO Dental, operadora especialista
em Odontologia.
Segundo o
profissional, o paciente que apresentar essas condições precisa procurar um
médico para avaliar se existe a possibilidade dele ter desenvolvimento
diabetes. "Um cirurgião dentista tem condições de avaliar se essas
manifestações bucais têm relação com a doença, mas é sempre melhor ouvir a
opinião de um especialista", alerta.
Outros
sintomas que podem facilitar essa identificação são a boca seca, o mau hálito,
a tendência à hemorragia bucal e o insucesso na colocação de implantes. Para se
prevenir contra essas manifestações bucais é necessário visitar periodicamente
um cirurgião dentista, melhorar urgentemente a higiene oral e fazer
alimentações balanceadas.
Vale
lembrar ainda que pessoas com diabetes ou pré diabetes têm maior risco de
apresentar doenças cardíacas, como derrame e outras condições vasculares
associadas.
(Fonte: J. H. de Oliveira - Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)
O
relatório U.S News & World Report anualmente faz um ranking dos cem
melhores empregos dos Estados Unidos. Este ano a publicação divulgou que as
profissões de dentista e técnico de higiene dental estão entre as melhores do
país, com dentistas no topo da lista. O top do ranking se deve a baixa taxa de
desemprego e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
O relatório também indica que sete dos dez melhores empregos estão na área de
saúde, como enfermeiros, clínicos gerais e técnicos em higiene dental, este
último na quinta posição.
As profissões foram classificadas de acordo com a taxa de crescimento,
perspectivas de emprego, taxa de desemprego e satisfação com a profissão. O
Departamento Americano de Estatística e Incentivo ao Trabalho prevê um
crescimento da empregabilidade de cerca de 16% entre 2012 e 2022 para
profissionais da odontologia, com mais de 23 mil novos postos. A taxa de
desemprego estimada é de 0,9 por cento.
Outro fato importante é que os dentistas estão entre os profissionais mais bem
pagos de 2015, segundo o relatório, atrás apenas de médicos, com média de US$
146.340 em 2013. No mesmo ano, assistentes de dentistas receberam em média US$
35.640 por ano e técnicos de higiene dental cerca de US$ 71.530, nos Estados
Unidos. (Fonte: Diario odonto)
Quais os perigos que a fumaça do cigarro
representa para a saúde bucal?
O uso
crônico de tabaco é considerado um fator de risco para uma série de doenças
orais. Toda forma de uso de tabaco é comprovadamente prejudicial à saúde do
homem e especialmente da boca. O consumo de cigarros, charutos ou produtos de
tabaco mascado pode causar prejuízo à saúde bucal. A maioria das pesquisas
encontradas na literatura é relacionada ao uso de tabaco na forma de cigarros.
Entre os
principais danos à boca causados pelo fumo estão o câncer bucal, a doença
periodontal e a halitose. O fumo também causa manchas nos dentes, língua e
mucosas, deixando a boca com manchas escuras denominadas melanose do fumante.
As defesas do organismo ficam diminuídas, tanto sistêmicas quanto locais,
prejudicando a cicatrização de feridas e a osteointegração de implantes
dentários.
O tabaco
causa mau hálito?
Sim, os
produtos da combustão do tabaco são uma das principais causas de mau hálito,
também denominado halitose. Os odores da fumaça inalada são expelidos durante a
fala e a respiração. O uso de cigarro, charuto, cachimbo, maconha ou tabaco
mascado (fumo de rolo), associado a uma má higiene da boca, da língua e à
presença de doença periodontal, pode tornar o hálito extremamente desagradável.
Outro agravante é a diminuição do fluxo salivar (boca seca) causada por essas
substâncias, diminuindo a “limpeza” fisiológica do próprio organismo,
aumentando a halitose do paciente.
É
possível perder os dentes devido ao fumo?
Sim,
vários estudos comprovam a associação hábito de fumar com a doença periodontal.
A doença periodontal é um processo inflamatório crônico da gengiva e/ou dos
tecidos de suporte dos dentes, podendo levar à reabsorção óssea alveolar, ao
aumento da mobilidade dental, à exposição das raízes e perda dos dentes.
A
principal causa de doença periodontal é o acúmulo de placa bacteriana nas
superfícies dos dentes. Essa placa é composta principalmente por bactérias que
produzem toxinas que destroem os tecidos de suporte dos dentes (gengiva,
cemento, osso e ligamento periodontal), causando gengivite (inflamação das
gengivas) e periodontite (inflamação dos tecidos ao redor do dente). A
periodontite, quando severa, afeta o osso, causando aumento da mobilidade e até
mesmo a perda dos dentes.
O exato
papel do tabaco sobre os tecidos periodontais tem sido amplamente investigado.
Pesquisas afirmam que fumantes têm maior acúmulo de placa que não-fumantes e
que as bactérias presentes nessa placa são mais agressivas, podendo causar
formas mais graves de doença periodontal. Outros estudos afirmam que as toxinas
presentes no cigarro podem induzir ou exacerbar a doença periodontal existente,
além de prejudicar o tratamento, alterando a resposta imune local e diminuindo
a ação dos fibroblastos na reparação dos tecidos lesados. A severidade da
doença periodontal está relacionada com a duração e a quantidade de cigarros
fumados por dia.
Por que a
saúde bucal de um fumante é mais frágil do que a do não-fumante?
De acordo
com o INCA, o consumo de tabaco causa aproximadamente 50 doenças diferentes e
um fumante adoece em média 2 a 3 vezes mais que um não-fumante. Na composição
do cigarro estão mais de 4.720 substâncias, dentre elas mais de 60 são capazes
de causar danos ao nosso organismo. Na boca, o cigarro agride as células da
mucosa e ainda diminui sua capacidade de cicatrização e de defesa, deixando-a
mais sujeita à ação de agentes agressores como bactérias, vírus e fungos, além
de conter substâncias carcinogênicas que aumentam a probabilidade do
desenvolvimento de câncer bucal.
Por que
os dentes e as gengivas escurecem?
Entre os
componentes do cigarro está a nicotina, que se acumula nas superfícies dos
dentes, causando uma pigmentação escura.
A
pigmentação das mucosas é denominada melanose do fumante. A nicotina do cigarro
estimula a produção de melanina, causando manchas acastanhadas, principalmente
nas gengivas dos fumantes de cigarro e nas comissuras e nas bochechas dos
fumantes de cachimbo. As mulheres são mais afetadas, e tem sido sugerido que
tal fato se deva aos hormônios femininos. As pigmentações ocorrem mais em fumantes
inveterados. Com a cessação do hábito de fumar as manchas na mucosa desaparecem
gradativamente, mas pode levar até três anos para que isso ocorra.
O cigarro
pode provocar problemas na salivação?
Sim. A
saliva tem um papel importante na proteção da boca, do epitélio
gastrointestinal e da orofaringe. Em sua composição estão substâncias que
participam da limpeza da boca e do equilíbrio da microflora bucal. A diminuição
de saliva aumenta o risco de cáries e a propensão à candidose bucal.
O cigarro
causa diminuição na secreção salivar, deixando uma sensação de boca seca,
denominada xerostomia. Esse sintoma provoca dificuldade na mastigação,
deglutição e fonação, além de tornar a mucosa bucal mais sensível, podendo
surgir feridas na boca e fissuras na língua.
Um estudo
do Instituto de Tecnologia Technion-Israel, em Haifa, recriou os efeitos do
cigarro em células cancerígenas na boca. Metade das amostras foi exposta
somente ao fumo e outra a uma mistura de fumo e saliva. Os pesquisadores
constataram que o cigarro combinado com a saliva produz mais danos às células
que o cigarro separadamente.
O hábito
de fumar pode causar que tipos de câncer na região da boca e da garganta?
O
tabagismo está relacionado aos cânceres de lábio e da cavidade bucal (câncer de
boca), faringe, laringe e esôfago. Dependendo do tipo e da quantidade de tabaco
usado, os fumantes apresentam uma probabilidade 4 a 15 vezes maior de
desenvolver câncer de boca do que os não-fumantes. Se a pessoa deixa de fumar
esse risco decresce, mas somente após 10 anos sem fumar terá o mesmo risco de
desenvolver a doença que uma pessoa que nunca fumou.
A causa
do câncer não tem um único fator definido. Ela depende de uma série de fatores
sistêmicos, como doenças sistêmicas e deficiências nutricionais, e de fatores
externos aos quais o indivíduo se expõe voluntariamente, como o fumo, o álcool
e os raios solares. Entre os pacientes que morrem em decorrência de câncer da
cavidade bucal, 90% são fumantes.
O câncer
de lábio é mais freqüente em pessoas de pele clara que se expõe por muito tempo
ao sol sem proteção. A grande maioria (90%) dos casos ocorre no lábio inferior
e aparece como uma ulceração indolor, endurecida, rígida e encrostada no
vermelhão do lábio inferior.
Na boca
as áreas mais afetadas são a língua e o assoalho da boca. As lesões aparecem
inicialmente como pequenas feridas indolores que não cicatrizam, aumentos de
volume (caroços, inchaços) ou manchas esbranquiçadas ou avermelhadas.
De acordo
com as estimativas do INCA para 2008, o câncer de boca está em 5º lugar em
incidência no Brasil, seguido pelo câncer de esôfago.
Há
mudanças no paladar?
Sim, o
fumante tem alterações no olfato e no paladar dos alimentos. O fumo causa
atrofia das papilas gustativas do dorso da língua, ocasionando diminuição do
paladar, especialmente de alimentos salgados.
Há riscos
de cárie?
Ainda não
há uma comprovação científica de uma relação direta entre prevalência de cáries
e fumantes. Existem algumas hipóteses que sugerem que as modificações na saliva
causadas pelo fumo diminuem o potencial de remineralização e limpeza da saliva,
aumentando o risco de cárie. Alguns estudos mostraram que fumantes têm maior
quantidade de acúmulo de placa bacteriana que não-fumantes e uma higiene bucal
mais deficiente, além de uma diminuição das defesas do organismo, o que leva a
um maior risco de doença periodontal, expondo as raízes dos dentes ao meio
bucal e à ação de bactérias cariogênicas.
Um estudo
de 2003 nos Estados Unidos demonstrou uma associação entre tabagismo passivo e
cáries nos dentes decíduos (de leite). O tabagismo passivo foi avaliado pelo
nível de um derivado da nicotina, a cotinina, presente na saliva de crianças
expostas à fumaça de cigarros. O nível socioeconômico, os hábitos alimentares e
de higiene bucal dos dois grupos foram similares. Foi encontrado que nas
crianças expostas ao cigarro o pH da saliva era significantemente mais ácido, o
que pode causar maior desenvolvimento de cáries. O estudo também encontrou que
aproximadamente 32% das crianças expostas ao cigarro tinham cáries nas
superfícies de seus dentes de leite, comparado com 18% das crianças não
expostas.
Quais os
tratamentos para combater alguns efeitos do cigarro?
Mais
importante que tratar é prevenir, é orientar o paciente dos riscos para sua
saúde e dos que o cercam e orientá-lo a parar de fumar. O dentista tem que
estar ciente de sua importância como profissional de saúde na colaboração em
campanhas antitabagistas e no diagnóstico precoce de lesões bucais, aumentando
a chance de cura dos pacientes e diminuindo as sequelas dos tratamentos.
O fumante
deve realizar visitas ao dentista periodicamente, fazendo um acompanhamento dos
dentes, gengivas e principalmente da mucosa bucal. Existem tratamentos
periodontais e restauradores para limitar os danos causados pelo cigarro e pela
má higiene bucal. As manchas nos dentes podem ser removidas por limpeza
profissional e clareamento dental, desde que o paciente pare de fumar.
O
Estomatologista é o profissional dentista especializado, capaz de identificar
lesões cancerizáveis e realizar biópsias ou coleta de células da lesão para um
correto diagnóstico e realização dos tratamentos necessários.
O autoexame é outra arma importante que o paciente tem na prevenção do
câncer bucal. Ele é feito pelo próprio paciente diante de um espelho, em
ambiente iluminado, inspecionando-se todas as superfícies da boca,
principalmente parte posterior da língua e assoalho bucal. O paciente deve
procurar:
- Feridas
ou úlceras que não cicatrizem por mais de 15 dias;
- Manchas
ou placas esbranquiçadas que não são removidas por raspagem;
- Manchas
ou placas avermelhadas;
- Lesões
nodulares, endurecidas;
-
Inchaços na boca ou no pescoço.
Esse
exame não substitui o exame feito por um profissional especializado. Mesmo se
você não encontrar nenhuma alteração, não deixe de consultar um
cirurgião-dentista pelo menos uma vez ao ano.
Para
prevenir o câncer bucal o fumante deve:
Reduzir o
uso do cigarro e se possível até mesmo abandoná-lo. Devemos lembrar que os
danos são proporcionais à quantidade de cigarros fumados.
Evitar a
associação do fumo com o álcool, pois este aumenta os efeitos nocivos do
cigarro.
Ter uma
alimentação saudável, consumindo frutas, legumes e verduras.
Realizar
consultas periódicas com o dentista e manter uma boa higiene bucal.
(Fonte: Dra. N.Pizzete e Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)
São os últimos dentes a nascer, erupcionando em
idade adulta ou próxima. Por isso, é muito comum que os terceiros molares ou conhecidos também como sisos não encontrem
espaço suficiente na boca para serem corretamente acomodados, o que torna a
extração necessária.
Embora
seja considerado um procedimento simples e conte com o acompanhamento cuidadoso
da dentista que faz uma revisão completa
do histórico médico e odontológico do paciente, além de radiografia e outros
exames , a extração dentária pode trazer incômodos sintomas pós-operatórios,
bem como algumas complicações ocasionais. Conheça os principais:
INCHAÇO
Embora
assuste a maioria dos pacientes, o inchaço no rosto é a reação mais comum após
a extração de um dente. Na verdade, a formação do edema é até esperada, uma vez
que é uma resposta do imunológico ao trauma de cortar a gengiva e remoção do
dente. Em geral, quanto maior quantidade de tecido manipulado durante a
cirurgia, maior será o inchaço.
SENSIBILIDADE
BUCAL E FACIAL
Todas as
regiões próximas ao dente extraído estão sujeitas à sensibilidade após a
cirurgia, inclusive a garganta e ouvido. Isso acontece pelo mesmo motivo que
leva ao inchaço: a extração, embora benéfica à saúde bucal, é muito agressiva,
causando traumas na área. Além disso, durante a extração, as estruturas ao
redor do dente recebem uma força da qual não estão acostumadas, intensificando
o incômodo.
TRISMO
Classificado
pela Odontologia como uma contratura dos músculos masseteres (localizados na
lateral da mandíbula e responsáveis pelo movimento de abrir e fechar a boca), o
trismo é um dos efeitos colaterais mais comuns da extração de siso. O paciente
com trismo é acometido por dor orofacial que pode afetar da região auricular ao
pescoço e provocar dificuldade para abrir a boca e engolir adequadamente. Em
casos mais extremos, o paciente também apresenta inchaço na glândula parótida e
nos gânglios salivares.
Assim
como os sintomas descritos anteriormente, o trismo é resultante dos estímulos
invasivos da cirurgia de remoção dentária. Esse problema deve ser tratado por
meio de administração de relaxantes musculares e realização de fisioterapia.
MAU HÁLITO
Uma vez
que a higienização pós-operatória é muito difícil, especialmente quando o
paciente apresenta algum dos sintomas descritos acima, é considerado normal que
o paciente apresente hálito desagradável no período de cicatrização após a
extração do siso. Além disso, a própria presença dos pontos cirúrgicos já
favorece o acúmulo de placa bacteriana e restos alimentares, o que favorece a
halitose.
PARESTESIA
Caracterizada
pelo aparecimento de sensações cutâneas na ausência de estímulos como frio,
calor ou formigamento sem motivo aparente, a parestesia acontece devido à
proximidade do terceiro molar com os nervos lingual e alveolar inferior. Em
geral, essa é uma condição temporária, que passa naturalmente em poucos dias ou
semanas.
COMUNICAÇÂO
BUCO-SINUSAL
A
comunicação buco-sinusal é uma complicação que afeta exclusivamente os dentes
da arcada dentária superior, e se caracteriza pela presença indesejável de uma
ligação entre boca e seio maxilar (região “oca” localizada acima dos dentes
superiores, famosa por inflamar durante crises de sinusite. Esse problema
acontece devido à proximidade das raízes dos sisos superiores com a parte
inferior do seio maxilar.
Existem
casos muito raros em que a comunicação buco-sinusal se fecha sem nenhum tipo de
intervenção. Na maioria das situações, entretanto, o problema necessita de
novos procedimentos para que o buraco seja fechado, evitando, assim, infecções
graves. Caso a presença da comunicação seja notada ainda durante a extração, a
intervenção é mais simples, bastando a aproximação e suturação dos bordos
gengivais. (Fonte Segs - Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)
Uma equipe interdisciplinar de cientistas do
Instituto Julius Wolff atCharité, em Berlim, analisou a estrutura da dentina e
descobriu que suas partículas minerais são pré-comprimidas e funcionam como uma
prevenção a trincas da bio-estrutura.
De acordo
com os cientistas, essas fibras encontram-se em todos os dentes e são formadas
por camadas, que tornam os dentes mais duros e resistentes a danos. Tal
descoberta pode explicar a razão pela qual as substituições por dentes
artificiais geralmente não funcionam tão bem quanto os dentes saudáveis, além
de criar novas possibilidades de materiais restauradores em odontologia. Isto
porque os artificiais são desprovidos dos mecanismos encontrados nas estruturas
dos dentes naturais.
O estudo foi publicado na revista Nano Letters. (Fonte ABO)
Conhecidos popularmente comodentes do siso, os terceiros molares são os últimosdentesdas
arcadas superior e inferior. Em geral, são também os últimosdentesa
nascer, erupcionando em idade adulta ou próxima. Por isso, é muito comum que os
sisos não encontrem espaço suficiente nabocapara ficarem corretamente
acomodados, o que torna aextração necessária.
Embora seja considerado um procedimento simples
e conte com o acompanhamento cuidadoso dadentista que faz uma revisão
completa do histórico médico eodontológico,além deradiografiae outros exames, aextração dentáriapode, ocasionalmente, causar
algumas complicações. Uma delas é otrismo.
Classificado pelaOdontologiacomo
uma contratura dos músculos masseteres localizados na lateral damandíbulae responsáveis pelo movimento de abrir
e fechar abocae pela pressão aplicada
durante a mastigação, otrismoé, ao lado daparestesia, uma das principais complicações cirúrgicas da
remoção do terceiro molar.
O problema também é tratado pela Medicina como
um dos sintomas do tétano, bem como efeito colateral pela utilização de
determinados medicamentos ou aplicação de radioterapia. A causa mais comum dotrismo,
entretanto, ainda está relacionada a complicações pós-cirurgia oral. Para diferenciar as razões da
manifestação, aOdontologiadefine a contratura como trismo traumático.
O paciente que sofre detrismoapresenta
uma dor orofacialque pode afetar da
região auricular ao pescoço e provocar dificuldade para abrir abocae
engolir adequadamente. Em casos mais extremos, o paciente também apresenta
inchaço na glândula parótida e nos gânglios salivares.
Em geral, o tratamento dotrismoé
feito com uso de relaxantes musculares e exercícios de fisioterapia. No caso de
tratamentos de urgência, quando o paciente sente dores intensas ou há
impedimento total de abertura daboca, o medicamento pode ser aplicado intramuscularmente.
O uso de analgésicos também pode ser indicado nessas situações.
Embora muitos pacientes pensem que otrismoé
resultante de erro médico, vale ressaltar que isso raramente se mostra
verdadeiro, uma vez que o corpo sempre responde a estímulos e procedimentos
invasivos. Seria preocupante se o
organismo não respondesse.
Por outro lado, o alívio do desconforto e da desconfiança dos pacientes continua sendo de
responsabilidade dadentista; é ela quem deve indicar os tratamentos corretos
para o problema. Por isso, não deixe de avisar a profissional sempre que sentir
algo estranho. (Fonte Segs, Dra. K.Godoy e Dr. Mauricio Ferrufino. S )
Ansiedade, problemas financeiros, muitos
compromissos, excesso de trabalho. Esses são alguns dos fatores que causam
estresse, mal que afeta 80 milhões de brasileiros e 70% da população
economicamente ativa do país, segundo alguns estudos. De maneira geral, o
estresse é definido como uma resposta fisiológica do corpo a situações ou
problemas que podem afetar negativamente a atitude ou o organismo de uma pessoa.
Se não
tratado de forma adequada, o estresse pode afetar não apenas a mente e o corpo,
mas também a saúde bucal. Nesse caso, ele pode contribuir para o surgimento de
aftas (pequenas feridas na boca causadas por vírus, bactéria e deficiência do
sistema imunológico); bruxismo (ranger ou apertar dos dentes); boca seca
(diminuição do nível de salivação) e a gengivite (inflamação da gengiva).
Stress e
a saúde bucal “O
estresse, quando associado com a má higiene oral, eleva também as chances de
desenvolvimento de doenças periodontais mais graves, como a periodontite que é
a inflamação e infecção dos ligamentos e ossos que dão suporte aos dentes”,
lembra o Dr. José Henrique de Oliveira, cirurgião dentista e diretor do INPAO
Dental.
Além de
todas essas complicações, uma pessoa sob estresse pode se entregar a hábitos
pouco saudáveis ou mesmo negativos, o que acaba gerando outras consequências.
“O consumo de álcool ou de tabaco, por exemplo, pode causar mau hálito e a
erosão dental, que é o comprometimento da camada de cálcio que protege os
dentes”, completa.
Para
evitar que esses problemas afetem sua saúde bucal, o cirurgião dentista
recomenda a manutenção da higiene oral, realizando a escovação dos dentes
sempre após as refeições e a utilização frequente do fio dental, além de
consultar um especialista periodicamente.
Sobre o
INPAO Dental. O INPAO
Dental (Instituto de Previdência e Assistência Odontológica), empresa
especialista em odontologia, é uma das maiores operadoras de capital fechado do
país. A companhia garante atendimento de qualidade em sua rede credenciada
altamente especializada e está presente em todo território nacional com mais de
17 mil opções de atendimento. (Fonte: Segs)
O resultado de uma pesquisa realizada por Yoshiro Shimazaki, da
Universidade Kyushu, e publicado pelo periódico Journal of Periodontology,
mostra que foram examinados três fatores: profundidade da bolsa periodontal,
perda de inserção do tecido gengival e sangramento durante exploração dos
tecidos gengivais. Verificou-se que, para cada xícara de chá-verde consumida
por dia, houve uma diminuição significativa em todos os indicadores, apontando
para uma menor incidência de doença periodontal nos indivíduos que bebiam o chá
regularmente. Segundo a odontopediatra Ana Bezerra, “a catequina, antioxidante
presente nesta bebida, inibe o crescimento e a aderência de bactérias
específicas causadoras das doenças periodontais. Assim, a diminuição da
quantidade de micro-organismos na boca, pode controlar o aparecimento da placa
bacteriana.”( Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros )
Pesquisadores da Universidade de Illinois, na
Faculdade de Odontologia de Chicago, conduziram um estudo para verificar se
beber leite, suco de maçã ou água após comer um cereal com açúcar afetaria a
acidez da placa dental.
Quando você come alimentos que contêm açúcar, bactérias presentes na
placa dos seus dentes produzem ácidos que atacam os dentes e podem causar
cárie. Vinte
adultos participantes visitaram o local do estudo na Universidade de Illinois,
em Chicago, uma vez por semana durante seis semanas. Com base numa ordem gerada
aleatoriamente por computador, os participantes completaram diferentes testes
de estudo. Nas visitas semanais, eles enxaguavam a boca com solução de controle
(açúcar ou sorbitol) ou comiam cereais com açúcar e em seguida bebiam leite
integral, suco de maçã, água ou não bebiam nada.
Os
pesquisadores, então, mediam os níveis de acidez na placa nos dentes dos
participantes em intervalos de até 30 minutos nos grupos de apenas cereal,
sacarose e sorbitol e de até 35 minutos para cereal seguido por leite, suco de
maçã ou água.
Descobriram
que beber leite após comer cereal foi o que mais ajudou a baixar o nível de
acidez da placa, seguido por água, apenas cereal e suco de maçã.
“Ao se
discutir a cariogenicidade dos alimentos e bebidas com paciente, dentistas e
outros profissionais da saúde devem enfatizar que a ordem de ingestão de
alimentos com e sem açúcar é importante e pode afetar a saúde bucal”, afirmam
os pesquisadores no artigo.