quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Você sabia que a lingua é um bom medidor da saúde?


Uma língua saudável deve ser rosa, consistente, ter uma superfície lisa e homogênea e medir aproximadamente 10 centímetros. Assim, quando ela se apresenta muito diferente disso, é bom ficar atento, pois pode ser que alguma coisa no corpo não esteja indo bem. Variações na língua podem indicar doenças, problemas emocionais ou até falta de algumas vitaminas.

A língua é um bom medidor da saúde. É importante observar se sua mobilidade está firme, se não apresenta tremores em seus movimentos, inchaços, alterações de volume, cor, aspecto, ardências e/ou modificações de forma e contorno.
Alterações nesses quesitos citados pelo especialista podem indicar algumas doenças como câncer, AIDS, anemia, estomatite, reações alérgicas, diabetes, hipotireoidismo, apneia do sono, entre outras. Por isso, é sempre bom fazer um “check up” durante as higienizações do dia-a-dia.

Por exemplo, se placas brancas são observadas no dorso da língua, pode ser que a higienização não esteja sendo feita corretamente, o que pode resultar em halitose. Já se houver inchaços estranhos, é necessário fazer exames para detectar tumores. Uma língua muito lisa pode indicar anemia. Febres altas a deixam muito seca e vermelha. Até mesmo pequenas lesões podem indicar algo mais sério.
A língua é uma das partes do nosso corpo que cicatriza mais rápido. Pessoas com lesões que persistem por mais de três semanas devem buscar o auxílio profissional competente a fim de receber um diagnóstico correto e já iniciar algum tipo de tratamento, caso seja necessário.



Indicador emocional 

Alterações emocionais costumam causar uma série de reações orgânicas no corpo, e com a língua não é diferente. O alto nível de estresse e ansiedade (por causa do aumento da adrenalina) causa uma diminuição do fluxo salivar, o que pode gerar outras alterações nesse órgão. Podemos observar, desde pequenas lesões que provocam ardência e desconforto, a inflamações, lesões aftosas e doenças oportunistas, especialmente fúngicas.

Falta de vitamina

Embora a analise da língua não seja a mais indicada para detectar carência de vitaminas (hoje os exames de sangue são bem mais simples e precisos para esses fins), é possível perceber através dela algumas deficiências nesse campo.
A presença de pequenas lesões pode significar deficiência das vitaminas A e C. Uma língua esbranquiçada (e bem higienizada) pode ser falta de biotina ou ferro. Uma língua avermelhada, excluindo a possibilidade de aumento de volume por inflamação, pode significar carência das vitaminas B2, B3 e E.

Higienização correta 

A higienização da língua deve ser feita sempre junto com a higiene dos dentes, ou seja, após as refeições, com o uso da própria escova de dente ou com o auxilio de raspadores linguais. Placas bacterianas presentes na língua levam a uma predisposição a doenças sistêmicas importantes. Portanto, aquela frase que diz que a saúde começa pela boca não é apenas um simples jargão. (Fonte: saúde terra - Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)



Como identificar se seu paciente é diabético?


A manifestação da diabetes está associada à elevação do nível de glicose no sangue. Isso acontece quando o organismo  em especial o pâncreas não consegue absorver a quantidade de açúcar produzida pelo corpo por meio dos alimentos. A doença acomete 380 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 14 milhões de brasileiros

Por conta de suas características, é também uma das principais responsáveis pelos casos de gengivite e periodontite. Ambas as doenças interferem no controle do índice glicêmico devido à presença transitória de bactérias no sangue.

"No primeiro caso, basta observar se a gengiva está muito vermelha, dolorida, inchada e com sangramento. Se isso estiver associado à retração gengival, amolecimento e perda de dentes, e a sensibilidade próxima à raiz, o quadro pode ter evoluído para uma periodontite", explica o Dr. José Henrique de Oliveira, diretor de Operações e Credenciamento do INPAO Dental, operadora especialista em Odontologia.



Segundo o profissional, o paciente que apresentar essas condições precisa procurar um médico para avaliar se existe a possibilidade dele ter desenvolvimento diabetes. "Um cirurgião dentista tem condições de avaliar se essas manifestações bucais têm relação com a doença, mas é sempre melhor ouvir a opinião de um especialista", alerta.

Outros sintomas que podem facilitar essa identificação são a boca seca, o mau hálito, a tendência à hemorragia bucal e o insucesso na colocação de implantes. Para se prevenir contra essas manifestações bucais é necessário visitar periodicamente um cirurgião dentista, melhorar urgentemente a higiene oral e fazer alimentações balanceadas.

Vale lembrar ainda que pessoas com diabetes ou pré diabetes têm maior risco de apresentar doenças cardíacas, como derrame e outras condições vasculares associadas.
(Fonte: J. H. de Oliveira - Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)

sábado, 3 de outubro de 2015

Dentista é a melhor profissão de 2015 nos Estados Unidos da América


O relatório U.S News & World Report anualmente faz um ranking dos cem melhores empregos dos Estados Unidos. Este ano a publicação divulgou que as profissões de dentista e técnico de higiene dental estão entre as melhores do país, com dentistas no topo da lista. O top do ranking se deve a baixa taxa de desemprego e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

O relatório também indica que sete dos dez melhores empregos estão na área de saúde, como enfermeiros, clínicos gerais e técnicos em higiene dental, este último na quinta posição.

As profissões foram classificadas de acordo com a taxa de crescimento, perspectivas de emprego, taxa de desemprego e satisfação com a profissão. O Departamento Americano de Estatística e Incentivo ao Trabalho prevê um crescimento da empregabilidade de cerca de 16% entre 2012 e 2022 para profissionais da odontologia, com mais de 23 mil novos postos. A taxa de desemprego estimada é de 0,9 por cento.

Outro fato importante é que os dentistas estão entre os profissionais mais bem pagos de 2015, segundo o relatório, atrás apenas de médicos, com média de US$ 146.340 em 2013. No mesmo ano, assistentes de dentistas receberam em média US$ 35.640 por ano e técnicos de higiene dental cerca de US$ 71.530, nos Estados Unidos.
(Fonte: Diario odonto)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Perguntas e respostas dos efeitos do cigarro sobre os dentes e a boca


Quais os perigos que a fumaça do cigarro representa para a saúde bucal?

O uso crônico de tabaco é considerado um fator de risco para uma série de doenças orais. Toda forma de uso de tabaco é comprovadamente prejudicial à saúde do homem e especialmente da boca. O consumo de cigarros, charutos ou produtos de tabaco mascado pode causar prejuízo à saúde bucal. A maioria das pesquisas encontradas na literatura é relacionada ao uso de tabaco na forma de cigarros.

Entre os principais danos à boca causados pelo fumo estão o câncer bucal, a doença periodontal e a halitose. O fumo também causa manchas nos dentes, língua e mucosas, deixando a boca com manchas escuras denominadas melanose do fumante. As defesas do organismo ficam diminuídas, tanto sistêmicas quanto locais, prejudicando a cicatrização de feridas e a osteointegração de implantes dentários.

O tabaco causa mau hálito?

Sim, os produtos da combustão do tabaco são uma das principais causas de mau hálito, também denominado halitose. Os odores da fumaça inalada são expelidos durante a fala e a respiração. O uso de cigarro, charuto, cachimbo, maconha ou tabaco mascado (fumo de rolo), associado a uma má higiene da boca, da língua e à presença de doença periodontal, pode tornar o hálito extremamente desagradável. Outro agravante é a diminuição do fluxo salivar (boca seca) causada por essas substâncias, diminuindo a “limpeza” fisiológica do próprio organismo, aumentando a halitose do paciente.



É possível perder os dentes devido ao fumo?

Sim, vários estudos comprovam a associação hábito de fumar com a doença periodontal. A doença periodontal é um processo inflamatório crônico da gengiva e/ou dos tecidos de suporte dos dentes, podendo levar à reabsorção óssea alveolar, ao aumento da mobilidade dental, à exposição das raízes e perda dos dentes.

A principal causa de doença periodontal é o acúmulo de placa bacteriana nas superfícies dos dentes. Essa placa é composta principalmente por bactérias que produzem toxinas que destroem os tecidos de suporte dos dentes (gengiva, cemento, osso e ligamento periodontal), causando gengivite (inflamação das gengivas) e periodontite (inflamação dos tecidos ao redor do dente). A periodontite, quando severa, afeta o osso, causando aumento da mobilidade e até mesmo a perda dos dentes.

O exato papel do tabaco sobre os tecidos periodontais tem sido amplamente investigado. Pesquisas afirmam que fumantes têm maior acúmulo de placa que não-fumantes e que as bactérias presentes nessa placa são mais agressivas, podendo causar formas mais graves de doença periodontal. Outros estudos afirmam que as toxinas presentes no cigarro podem induzir ou exacerbar a doença periodontal existente, além de prejudicar o tratamento, alterando a resposta imune local e diminuindo a ação dos fibroblastos na reparação dos tecidos lesados. A severidade da doença periodontal está relacionada com a duração e a quantidade de cigarros fumados por dia.



Por que a saúde bucal de um fumante é mais frágil do que a do não-fumante?

De acordo com o INCA, o consumo de tabaco causa aproximadamente 50 doenças diferentes e um fumante adoece em média 2 a 3 vezes mais que um não-fumante. Na composição do cigarro estão mais de 4.720 substâncias, dentre elas mais de 60 são capazes de causar danos ao nosso organismo. Na boca, o cigarro agride as células da mucosa e ainda diminui sua capacidade de cicatrização e de defesa, deixando-a mais sujeita à ação de agentes agressores como bactérias, vírus e fungos, além de conter substâncias carcinogênicas que aumentam a probabilidade do desenvolvimento de câncer bucal.



Por que os dentes e as gengivas escurecem?

Entre os componentes do cigarro está a nicotina, que se acumula nas superfícies dos dentes, causando uma pigmentação escura.

A pigmentação das mucosas é denominada melanose do fumante. A nicotina do cigarro estimula a produção de melanina, causando manchas acastanhadas, principalmente nas gengivas dos fumantes de cigarro e nas comissuras e nas bochechas dos fumantes de cachimbo. As mulheres são mais afetadas, e tem sido sugerido que tal fato se deva aos hormônios femininos. As pigmentações ocorrem mais em fumantes inveterados. Com a cessação do hábito de fumar as manchas na mucosa desaparecem gradativamente, mas pode levar até três anos para que isso ocorra.

O cigarro pode provocar problemas na salivação?

Sim. A saliva tem um papel importante na proteção da boca, do epitélio gastrointestinal e da orofaringe. Em sua composição estão substâncias que participam da limpeza da boca e do equilíbrio da microflora bucal. A diminuição de saliva aumenta o risco de cáries e a propensão à candidose bucal.

O cigarro causa diminuição na secreção salivar, deixando uma sensação de boca seca, denominada xerostomia. Esse sintoma provoca dificuldade na mastigação, deglutição e fonação, além de tornar a mucosa bucal mais sensível, podendo surgir feridas na boca e fissuras na língua.

Um estudo do Instituto de Tecnologia Technion-Israel, em Haifa, recriou os efeitos do cigarro em células cancerígenas na boca. Metade das amostras foi exposta somente ao fumo e outra a uma mistura de fumo e saliva. Os pesquisadores constataram que o cigarro combinado com a saliva produz mais danos às células que o cigarro separadamente.

O hábito de fumar pode causar que tipos de câncer na região da boca e da garganta?

O tabagismo está relacionado aos cânceres de lábio e da cavidade bucal (câncer de boca), faringe, laringe e esôfago. Dependendo do tipo e da quantidade de tabaco usado, os fumantes apresentam uma probabilidade 4 a 15 vezes maior de desenvolver câncer de boca do que os não-fumantes. Se a pessoa deixa de fumar esse risco decresce, mas somente após 10 anos sem fumar terá o mesmo risco de desenvolver a doença que uma pessoa que nunca fumou.



A causa do câncer não tem um único fator definido. Ela depende de uma série de fatores sistêmicos, como doenças sistêmicas e deficiências nutricionais, e de fatores externos aos quais o indivíduo se expõe voluntariamente, como o fumo, o álcool e os raios solares. Entre os pacientes que morrem em decorrência de câncer da cavidade bucal, 90% são fumantes.

O câncer de lábio é mais freqüente em pessoas de pele clara que se expõe por muito tempo ao sol sem proteção. A grande maioria (90%) dos casos ocorre no lábio inferior e aparece como uma ulceração indolor, endurecida, rígida e encrostada no vermelhão do lábio inferior.

Na boca as áreas mais afetadas são a língua e o assoalho da boca. As lesões aparecem inicialmente como pequenas feridas indolores que não cicatrizam, aumentos de volume (caroços, inchaços) ou manchas esbranquiçadas ou avermelhadas.

De acordo com as estimativas do INCA para 2008, o câncer de boca está em 5º lugar em incidência no Brasil, seguido pelo câncer de esôfago.



Há mudanças no paladar?

Sim, o fumante tem alterações no olfato e no paladar dos alimentos. O fumo causa atrofia das papilas gustativas do dorso da língua, ocasionando diminuição do paladar, especialmente de alimentos salgados.



Há riscos de cárie?

Ainda não há uma comprovação científica de uma relação direta entre prevalência de cáries e fumantes. Existem algumas hipóteses que sugerem que as modificações na saliva causadas pelo fumo diminuem o potencial de remineralização e limpeza da saliva, aumentando o risco de cárie. Alguns estudos mostraram que fumantes têm maior quantidade de acúmulo de placa bacteriana que não-fumantes e uma higiene bucal mais deficiente, além de uma diminuição das defesas do organismo, o que leva a um maior risco de doença periodontal, expondo as raízes dos dentes ao meio bucal e à ação de bactérias cariogênicas.

Um estudo de 2003 nos Estados Unidos demonstrou uma associação entre tabagismo passivo e cáries nos dentes decíduos (de leite). O tabagismo passivo foi avaliado pelo nível de um derivado da nicotina, a cotinina, presente na saliva de crianças expostas à fumaça de cigarros. O nível socioeconômico, os hábitos alimentares e de higiene bucal dos dois grupos foram similares. Foi encontrado que nas crianças expostas ao cigarro o pH da saliva era significantemente mais ácido, o que pode causar maior desenvolvimento de cáries. O estudo também encontrou que aproximadamente 32% das crianças expostas ao cigarro tinham cáries nas superfícies de seus dentes de leite, comparado com 18% das crianças não expostas.

Quais os tratamentos para combater alguns efeitos do cigarro?

Mais importante que tratar é prevenir, é orientar o paciente dos riscos para sua saúde e dos que o cercam e orientá-lo a parar de fumar. O dentista tem que estar ciente de sua importância como profissional de saúde na colaboração em campanhas antitabagistas e no diagnóstico precoce de lesões bucais, aumentando a chance de cura dos pacientes e diminuindo as sequelas dos tratamentos.



O fumante deve realizar visitas ao dentista periodicamente, fazendo um acompanhamento dos dentes, gengivas e principalmente da mucosa bucal. Existem tratamentos periodontais e restauradores para limitar os danos causados pelo cigarro e pela má higiene bucal. As manchas nos dentes podem ser removidas por limpeza profissional e clareamento dental, desde que o paciente pare de fumar.



O Estomatologista é o profissional dentista especializado, capaz de identificar lesões cancerizáveis e realizar biópsias ou coleta de células da lesão para um correto diagnóstico e realização dos tratamentos necessários.

O autoexame é outra arma importante que o paciente tem na prevenção do câncer bucal. Ele é feito pelo próprio paciente diante de um espelho, em ambiente iluminado, inspecionando-se todas as superfícies da boca, principalmente parte posterior da língua e assoalho bucal. O paciente deve procurar:

- Feridas ou úlceras que não cicatrizem por mais de 15 dias;

- Manchas ou placas esbranquiçadas que não são removidas por raspagem;

- Manchas ou placas avermelhadas;

- Lesões nodulares, endurecidas;

- Inchaços na boca ou no pescoço.

Esse exame não substitui o exame feito por um profissional especializado. Mesmo se você não encontrar nenhuma alteração, não deixe de consultar um cirurgião-dentista pelo menos uma vez ao ano.



Para prevenir o câncer bucal o fumante deve:

Reduzir o uso do cigarro e se possível até mesmo abandoná-lo. Devemos lembrar que os danos são proporcionais à quantidade de cigarros fumados.

Evitar a associação do fumo com o álcool, pois este aumenta os efeitos nocivos do cigarro.

Ter uma alimentação saudável, consumindo frutas, legumes e verduras.

Realizar consultas periódicas com o dentista e manter uma boa higiene bucal.
(Fonte: Dra. N.Pizzete e Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)





Quais são os sintomas e complicações comuns após a extração do terceiro molar?



São os últimos dentes a nascer, erupcionando em idade adulta ou próxima. Por isso, é muito comum que os terceiros molares ou conhecidos também como sisos não encontrem espaço suficiente na boca para serem corretamente acomodados, o que torna a extração necessária.

Embora seja considerado um procedimento simples e conte com o acompanhamento cuidadoso da dentista  que faz uma revisão completa do histórico médico e odontológico do paciente, além de radiografia e outros exames , a extração dentária pode trazer incômodos sintomas pós-operatórios, bem como algumas complicações ocasionais. Conheça os principais:

INCHAÇO

Embora assuste a maioria dos pacientes, o inchaço no rosto é a reação mais comum após a extração de um dente. Na verdade, a formação do edema é até esperada, uma vez que é uma resposta do imunológico ao trauma de cortar a gengiva e remoção do dente. Em geral, quanto maior quantidade de tecido manipulado durante a cirurgia, maior será o inchaço.

SENSIBILIDADE BUCAL E FACIAL

Todas as regiões próximas ao dente extraído estão sujeitas à sensibilidade após a cirurgia, inclusive a garganta e ouvido. Isso acontece pelo mesmo motivo que leva ao inchaço: a extração, embora benéfica à saúde bucal, é muito agressiva, causando traumas na área. Além disso, durante a extração, as estruturas ao redor do dente recebem uma força da qual não estão acostumadas, intensificando o incômodo.

TRISMO

Classificado pela Odontologia como uma contratura dos músculos masseteres (localizados na lateral da mandíbula e responsáveis pelo movimento de abrir e fechar a boca), o trismo é um dos efeitos colaterais mais comuns da extração de siso. O paciente com trismo é acometido por dor orofacial que pode afetar da região auricular ao pescoço e provocar dificuldade para abrir a boca e engolir adequadamente. Em casos mais extremos, o paciente também apresenta inchaço na glândula parótida e nos gânglios salivares.

Assim como os sintomas descritos anteriormente, o trismo é resultante dos estímulos invasivos da cirurgia de remoção dentária. Esse problema deve ser tratado por meio de administração de relaxantes musculares e realização de fisioterapia.

MAU HÁLITO

Uma vez que a higienização pós-operatória é muito difícil, especialmente quando o paciente apresenta algum dos sintomas descritos acima, é considerado normal que o paciente apresente hálito desagradável no período de cicatrização após a extração do siso. Além disso, a própria presença dos pontos cirúrgicos já favorece o acúmulo de placa bacteriana e restos alimentares, o que favorece a halitose.

PARESTESIA

Caracterizada pelo aparecimento de sensações cutâneas na ausência de estímulos como frio, calor ou formigamento sem motivo aparente, a parestesia acontece devido à proximidade do terceiro molar com os nervos lingual e alveolar inferior. Em geral, essa é uma condição temporária, que passa naturalmente em poucos dias ou semanas.

COMUNICAÇÂO BUCO-SINUSAL

A comunicação buco-sinusal é uma complicação que afeta exclusivamente os dentes da arcada dentária superior, e se caracteriza pela presença indesejável de uma ligação entre boca e seio maxilar (região “oca” localizada acima dos dentes superiores, famosa por inflamar durante crises de sinusite. Esse problema acontece devido à proximidade das raízes dos sisos superiores com a parte inferior do seio maxilar.

Existem casos muito raros em que a comunicação buco-sinusal se fecha sem nenhum tipo de intervenção. Na maioria das situações, entretanto, o problema necessita de novos procedimentos para que o buraco seja fechado, evitando, assim, infecções graves. Caso a presença da comunicação seja notada ainda durante a extração, a intervenção é mais simples, bastando a aproximação e suturação dos bordos gengivais. (Fonte Segs - Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Pesquisadores alemães descobrem estrutura interna da dentina


Uma equipe interdisciplinar de cientistas do Instituto Julius Wolff atCharité, em Berlim, analisou a estrutura da dentina e descobriu que suas partículas minerais são pré-comprimidas e funcionam como uma prevenção a trincas da bio-estrutura.

De acordo com os cientistas, essas fibras encontram-se em todos os dentes e são formadas por camadas, que tornam os dentes mais duros e resistentes a danos. Tal descoberta pode explicar a razão pela qual as substituições por dentes artificiais geralmente não funcionam tão bem quanto os dentes saudáveis, além de criar novas possibilidades de materiais restauradores em odontologia. Isto porque os artificiais são desprovidos dos mecanismos encontrados nas estruturas dos dentes naturais.

O estudo foi publicado na revista Nano Letters. (Fonte ABO)

Complicação comum após extração os terceiros molares: Trismo


Conhecidos popularmente como dentes do siso, os terceiros molares são os últimos dentes das arcadas superior e inferior. Em geral, são também os últimos dentes a nascer, erupcionando em idade adulta ou próxima. Por isso, é muito comum que os sisos não encontrem espaço suficiente na boca para ficarem corretamente acomodados, o que torna a extração necessária.
Embora seja considerado um procedimento simples e conte com o acompanhamento cuidadoso da dentista  que faz uma revisão completa do histórico médico e odontológico, além deradiografia e outros exames, a extração dentária pode, ocasionalmente, causar algumas complicações. Uma delas é o trismo.
Classificado pela Odontologia como uma contratura dos músculos masseteres localizados na lateral da mandíbula e responsáveis pelo movimento de abrir e fechar a boca e pela pressão aplicada durante a mastigação, o trismo é, ao lado da parestesia, uma das principais complicações cirúrgicas da remoção do terceiro molar.
O problema também é tratado pela Medicina como um dos sintomas do tétano, bem como efeito colateral pela utilização de determinados medicamentos ou aplicação de radioterapia. A causa mais comum do trismo, entretanto, ainda está relacionada a complicações pós-cirurgia oral. Para diferenciar as razões da manifestação, a Odontologia define a contratura como trismo traumático.
O paciente que sofre de trismo apresenta uma dor orofacial que pode afetar da região auricular ao pescoço e provocar dificuldade para abrir a boca e engolir adequadamente. Em casos mais extremos, o paciente também apresenta inchaço na glândula parótida e nos gânglios salivares.


Em geral, o tratamento do trismo é feito com uso de relaxantes musculares e exercícios de fisioterapia. No caso de tratamentos de urgência, quando o paciente sente dores intensas ou há impedimento total de abertura da boca, o medicamento pode ser aplicado intramuscularmente. O uso de analgésicos também pode ser indicado nessas situações.
Embora muitos pacientes pensem que o trismo é resultante de erro médico, vale ressaltar que isso raramente se mostra verdadeiro, uma vez que o corpo sempre responde a estímulos e procedimentos invasivos.  Seria preocupante se o organismo não respondesse.
Por outro lado, o alívio do desconforto  e da desconfiança  dos pacientes continua sendo de responsabilidade da dentista; é ela quem deve indicar os tratamentos corretos para o problema. Por isso, não deixe de avisar a profissional sempre que sentir algo estranho. (Fonte Segs, Dra. K.Godoy e Dr. Mauricio Ferrufino. S )


Estresse é fator de risco também à saúde bucal


Ansiedade, problemas financeiros, muitos compromissos, excesso de trabalho. Esses são alguns dos fatores que causam estresse, mal que afeta 80 milhões de brasileiros e 70% da população economicamente ativa do país, segundo alguns estudos. De maneira geral, o estresse é definido como uma resposta fisiológica do corpo a situações ou problemas que podem afetar negativamente a atitude ou o organismo de uma pessoa.

Se não tratado de forma adequada, o estresse pode afetar não apenas a mente e o corpo, mas também a saúde bucal. Nesse caso, ele pode contribuir para o surgimento de aftas (pequenas feridas na boca causadas por vírus, bactéria e deficiência do sistema imunológico); bruxismo (ranger ou apertar dos dentes); boca seca (diminuição do nível de salivação) e a gengivite (inflamação da gengiva).

Stress e a saúde bucal
“O estresse, quando associado com a má higiene oral, eleva também as chances de desenvolvimento de doenças periodontais mais graves, como a periodontite que é a inflamação e infecção dos ligamentos e ossos que dão suporte aos dentes”, lembra o Dr. José Henrique de Oliveira, cirurgião dentista e diretor do INPAO Dental.

Além de todas essas complicações, uma pessoa sob estresse pode se entregar a hábitos pouco saudáveis ou mesmo negativos, o que acaba gerando outras consequências. “O consumo de álcool ou de tabaco, por exemplo, pode causar mau hálito e a erosão dental, que é o comprometimento da camada de cálcio que protege os dentes”, completa.



Para evitar que esses problemas afetem sua saúde bucal, o cirurgião dentista recomenda a manutenção da higiene oral, realizando a escovação dos dentes sempre após as refeições e a utilização frequente do fio dental, além de consultar um especialista periodicamente.

Sobre o INPAO Dental. O INPAO Dental (Instituto de Previdência e Assistência Odontológica), empresa especialista em odontologia, é uma das maiores operadoras de capital fechado do país. A companhia garante atendimento de qualidade em sua rede credenciada altamente especializada e está presente em todo território nacional com mais de 17 mil opções de atendimento. (Fonte: Segs)

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Você sabia que o consumo regular de chá-verde deixa os seus dentes e gengivas mais saudáveis?


O resultado de uma pesquisa realizada por Yoshiro Shimazaki, da Universidade Kyushu, e publicado pelo periódico Journal of Periodontology, mostra que foram examinados três fatores: profundidade da bolsa periodontal, perda de inserção do tecido gengival e sangramento durante exploração dos tecidos gengivais. 

Verificou-se que, para cada xícara de chá-verde consumida por dia, houve uma diminuição significativa em todos os indicadores, apontando para uma menor incidência de doença periodontal nos indivíduos que bebiam o chá regularmente. Segundo a odontopediatra Ana Bezerra, “a catequina, antioxidante presente nesta bebida, inibe o crescimento e a aderência de bactérias específicas causadoras das doenças periodontais. Assim, a diminuição da quantidade de micro-organismos na boca, pode controlar o aparecimento da placa bacteriana.”( Fonte: Dr. Mauricio Ferrufino Sequeiros )



Leite ajuda a reduzir a cárie dental



Pesquisadores da Universidade de Illinois, na Faculdade de Odontologia de Chicago, conduziram um estudo para verificar se beber leite, suco de maçã ou água após comer um cereal com açúcar afetaria a acidez da placa dental. 

Quando você come alimentos que contêm açúcar, bactérias presentes na placa dos seus dentes produzem ácidos que atacam os dentes e podem causar cárie.
Vinte adultos participantes visitaram o local do estudo na Universidade de Illinois, em Chicago, uma vez por semana durante seis semanas. Com base numa ordem gerada aleatoriamente por computador, os participantes completaram diferentes testes de estudo. Nas visitas semanais, eles enxaguavam a boca com solução de controle (açúcar ou sorbitol) ou comiam cereais com açúcar e em seguida bebiam leite integral, suco de maçã, água ou não bebiam nada.

Os pesquisadores, então, mediam os níveis de acidez na placa nos dentes dos participantes em intervalos de até 30 minutos nos grupos de apenas cereal, sacarose e sorbitol e de até 35 minutos para cereal seguido por leite, suco de maçã ou água.

Descobriram que beber leite após comer cereal foi o que mais ajudou a baixar o nível de acidez da placa, seguido por água, apenas cereal e suco de maçã.

“Ao se discutir a cariogenicidade dos alimentos e bebidas com paciente, dentistas e outros profissionais da saúde devem enfatizar que a ordem de ingestão de alimentos com e sem açúcar é importante e pode afetar a saúde bucal”, afirmam os pesquisadores no artigo.
(Fonte: Colgate)